Demência versus Alzheimer: como se diferem

A demência e doença de Alzheimer podem compartilhar muitos dos mesmos sintomas, mas os dois nomes não significam a mesma condição. Aqui está o que você precisa saber sobre essas condições para evitar este erro comum.   A demência é uma síndrome, ou um grupo de sintomas que ocorre em conjunto de forma consistente. Não é uma doença específica. O termo "demência" é usado para descrever um conjunto de sintomas que pode incluir perda de memória, dificuldade de pensamento, resolução de problemas, ou problemas com a linguagem. Ela é causada por danos nas células do cérebro, e, porque a doença de Alzheimer ‘destrói’ o cérebro, ela é uma das causas mais comuns da demência.   Tanto quanto 50 a 70% de todos os casos de demência são causados pela doença de Alzheimer. No entanto, outras condições podem também ser a causa, tal como as doenças de Creutzfeldt-Jakob e de Parkinson. Além disso, a demência é muitas vezes erradamente referida como "senilidade" ou "demência senil", que reflete a crença anteriormente generalizada, mas incorreta, de que o declínio mental grave é parte normal do envelhecimento.   De acordo com a Associação de Alzheimer, os sintomas de demência variam muito e podem incluir fatores como problemas de memória, comunicação e linguagem, perda da capacidade de se concentrar e prestar atenção, dificuldades com o raciocínio e julgamento, e problemas com a percepção visual. No entanto, os diferentes tipos de demência estão associados a diferentes tipos de danos cerebrais.   Além disso, estima-se que 10% das pessoas com demência têm mais do que um tipo de demência, ao mesmo tempo, sendo o mais comum a combinação da doença de Alzheimer com demência vascular.   De acordo com a Associação de Alzheimer, a doença de Alzheimer é um tipo específico de demência causado quando altos níveis de certas proteínas no interior e exterior das células cerebrais tornam difícil para as células do cérebro se manterem saudáveis e para se comunicarem umas com as outras. Isto leva à perda de conexões entre as células nervosas, e eventualmente à sua morte e à perda de tecido cerebral. Alguns sintomas são: perda de memória, dificuldade em planejar, resolver problemas, completar tarefas domésticas, de lazer ou no trabalho, confusão temporal ou de localização, dificuldade de compreender imagens, dificuldade com as palavras no falar e escrever, colocar coisas em lugares diferentes, redução da habilidade de julgamento/tomada de decisão, mudança de personalidade e humor.   Aqui está a grande diferença entre a doença de Alzheimer e demência -- quando um indivíduo é diagnosticado com demência, ele é diagnosticado com base em seus sintomas, sem realmente saber o que está por trás dos sintomas. Na doença de Alzheimer, a causa exata dos sintomas é compreendida. Além disso, a doença de Alzheimer ainda não parece ser reversível, enquanto que alguns tipos de demência, tais como aqueles causados por problemas nutricionais ou interação com alguma droga, podem ser revertidos. Traduzido por Essentia Pharma
Fonte: http://www.medicaldaily.com/alzheimers-vs-dementia-how-they-differ-and-what-do-393669
“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essentia.” 
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Deficiência de vitamina B12: Uma epidemia silenciosa, com graves consequências

O que todas estas doenças têm em comum?  
  • A doença de Alzheimer, demência, declínio cognitivo e perda de memória (coletivamente referidos como “envelhecimento”)
  • A esclerose múltipla (EM) e outras desordens neurológicas
  • Doença mental (depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose)
  • Doença cardiovascular
  • Transtornos do aprendizado ou do desenvolvimento em crianças
  • Desordem do espectro autista
  • Doença auto-imune e desregulação imune
  • Câncer
  • Infertilidade masculina e feminina
Resposta: elas podem imitar todos os sinais e sintomas de uma deficiência de vitamina B12.   Deficiência de vitamina B12: uma epidemia invisível   A deficiência de vitamina B12 não é uma doença estranha, misteriosa. Pode-se ler sobre ela em cada livro de medicina e as suas causas e efeitos são bem estabelecidos na literatura científica.   No entanto, a deficiência de B12 é muito mais comum do que a maioria dos profissionais de saúde e o público em geral percebem. Dados do Tufts University Framingham Offspring Study sugerem que 40 por cento das pessoas com idades entre 26 e 83 anos possuem níveis plasmáticos de vitamina B12 na faixa normal baixa – uma faixa em que muitas pessoas experimentam sintomas neurológicos. Nove por cento tinham uma deficiência clara, e 16 por cento estava “perto da deficiência“.   Dito isto, estimou-se que a deficiência de B12 afete cerca de 40% das pessoas com mais de 60 anos de idade. É inteiramente possível que pelo menos alguns dos sintomas que atribuem ao envelhecimento “normal” – tais como perda de memória, declínio cognitivo, diminuição da mobilidade, etc. – sejam, pelo menos, em parte causados pela deficiência de B12.   Porque a deficiência de vitamina B12 é tão sub-diagnosticada?   A deficiência de vitamina B12 é muitas vezes perdida por duas razões. Em primeiro lugar, não é rotineiramente testada pela maioria dos médicos. Em segundo lugar, a extremidade inferior da faixa de referência de laboratório é demasiadamente baixa. É por isso que a maioria dos estudos subestimam os verdadeiros níveis de deficiência. Muitas pessoas com deficiência de vitamina B12 têm os chamados níveis “normais” de B12.   No entanto, é bem estabelecido na literatura científica que as pessoas com níveis de B12 entre 200 pg / ml e 350 pg / mL – níveis considerados “normais” – têm claros sintomas de deficiência de B12. Alguns especialistas em diagnóstico e tratamento da deficiência de B12, sugerem o tratamento de todos os pacientes que sejam sintomáticos e apresentem níveis de vitamina B12 inferior a 450 pg / mL. Eles também recomendam o tratamento de pacientes com B12 normal, mas com nível elevado de ácido metilmalonico urinário (MMA), homocisteína e / ou holotranscobalamina (outros marcadores de deficiência de B12).   No Japão e na Europa, o limite inferior para B12 é entre 500-550 pg / mL, o nível associado com manifestações psicológicas e comportamentais, tais como declínio cognitivo, demência e perda de memória. Alguns especialistas têm especulado que, no Japão, a aceitação de níveis normais mais elevados e a disposição de tratar os níveis que são considerados “normais” nos EUA, explicam as baixas taxas de doença de Alzheimer e demência naquele país.   O que é a vitamina B12 e por que você precisa dela?   A vitamina B12 trabalha em conjunto com o folato na síntese de DNA e das células vermelhas do sangue. Também está envolvida na produção da bainha de mielina em torno dos nervos, e na condução de impulsos nervosos. Você pode pensar no cérebro e no sistema nervoso como um grande emaranhado de fios. A mielina é o isolamento que protege os fios e os ajuda a conduzir as mensagens.   A deficiência grave de B12 em condições como anemia perniciosa (uma condição auto-imune em que o corpo destrói o fator intrínseco, uma proteína necessária para a absorção de B12) costumava ser fatal até que os cientistas descobriram que a morte poderia ser evitada pela alimentação de pacientes com fígado cru (que contém quantidades elevadas de vitamina B12). Mas anemia é a fase final da deficiência de B12. Muito antes da anemia surgir, a deficiência de vitamina B12 provoca vários outros problemas, incluindo fadiga, letargia, fraqueza, perda de memória e problemas neurológicos e psiquiátricos.   A deficiência de vitamina B12 ocorre em quatro fases, começando com a diminuição dos níveis sanguíneos de vitamina (fase I), progredindo para baixas concentrações celulares da vitamina (fase II), um aumento do nível de homocisteína no sangue e uma diminuição da taxa de síntese de DNA (fase III) e, finalmente, a anemia macrocítica (fase IV).   Porque a deficiência de vitamina B12 é tão comum?   A absorção de vitamina B12 é complexa e envolve várias etapas – cada uma das quais pode dar errado. Causas de má absorção de B12 incluem:
  • disbiose intestinal
  • intestino permeável e / ou inflamação do intestino
  • gastrites atróficas ou hipocloridria (baixa acidez estomacal)
  • anemia perniciosa (condição auto-imune)
  • medicamentos (especialmente IBP [inibidores da bomba de prótons]e outras drogas de supressão de ácido)
  • álcool
  • exposição a óxido nitroso (durante uma cirurgia ou a utilização recreativa)
  Isso explica por que a deficiência de B12 pode ocorrer mesmo em pessoas que comem grandes quantidades de B12 contendo produtos de origem animal. Na verdade, muitos dos meus pacientes que são deficientes em vitamina B12 estão seguindo uma dieta low-carb / paleo onde comem carne com frequência.   Em geral, os seguintes grupos estão em maior risco para a deficiência de vitamina B12:
  • vegetarianos e veganos
  • pessoas com 60 anos ou mais
  • pessoas que usam regularmente IBP ou drogas supressoras de ácido
  • pessoas em uso de medicamentos para diabetes, como a metformina
  • pessoas com doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca ou SII
  • mulheres com história de infertilidade e aborto
  Nota para os vegetarianos e veganos: a vitamina B12 é encontrada somente em produtos de origem animal.   A vitamina B12 é a única vitamina que contém um elemento-traço, o cobalto, razão pela qual ela é chamada de cobalamina. A cobalamina é produzida no intestino de animais. É a única vitamina que não podemos obter a partir de plantas ou luz solar. As plantas não precisam de B12 e, portanto não possuem estoque dela.   Um mito comum entre os vegetarianos e veganos é que é possível obter vitamina B12 a partir de fontes vegetais, como algas, soja fermentada, spirulina e levedura de cerveja. Mas, na realidade, os alimentos vegetais, que se diz conterem B12, contêm na verdade substâncias análogas à B12, chamados cobamidas, que bloqueiam a ingestão e aumentam a necessidade da verdadeira vitamina B12.   ISTO EXPLICA POR QUE OS ESTUDOS DEMONSTRARAM CONSISTENTEMENTE QUE ATÉ 50% DE VEGETARIANOS DE LONGO PRAZO E 80% DOS VEGANOS SÃO DEFICIENTES EM VITAMINA B12.   Os efeitos da deficiência de B12 em crianças são especialmente alarmantes. Estudos têm demonstrado que as crianças iniciadas em um dieta vegana até os 6 anos de idade ainda são deficientes em vitamina B12 até mesmo anos depois que comecem a comer, pelo menos, alguns produtos de origem animal.   Em um estudo, os pesquisadores descobriram:
  • Uma associação significativa entre o status da cobalamina [b12] e o desempenho em testes que medem a inteligência fluida, habilidade espacial e memória de curto prazo (com as crianças anteriormente veganas marcando mais baixo do que as crianças onívoras em cada caso).
O déficit na inteligência fluida é particularmente preocupante, segundo os pesquisadores, porque:
  • Ele envolve o raciocínio, a capacidade para resolver problemas complexos, capacidade de pensamento abstrato e a capacidade de aprender. Qualquer defeito nesta área pode ter consequências de longo alcance para o funcionamento individual.
  É por isso que é absolutamente crucial para aqueles que abstêm-se de produtos de origem animal compreenderem que não existem fontes vegetais de vitamina B12 e que todos os veganos e vegetarianos devem suplementar a vitamina B12. Isto é especialmente importante para as crianças vegetarianas ou veganas ou mulheres grávidas, cuja necessidade de B12 é ainda maior do que os adultos.   O tratamento da deficiência de vitamina B12   Uma das coisas mais tristes sobre a epidemia de deficiência de vitamina B12 é que o diagnóstico e o tratamento são relativamente fáceis e baratos – especialmente quando comparado com o tratamento das doenças que a deficiência de vitamina B12 pode causar. Um teste de B12 pode ser realizado por qualquer laboratório, e deve ser coberto pelo seguro. Mesmo para quem não tenha um plano de assistência, o custo deste exame é muito barato.   Como sempre, o tratamento adequado depende do mecanismo subjacente que está causando o problema. Pessoas com anemia perniciosa ou doença intestinal inflamatória como a doença de Crohn são suscetíveis de terem prejudicado a absorção por suas vidas inteiras, e isso, provavelmente, vai exigir injeções de vitamina B12 por tempo indeterminado. Isso também pode ser verdadeiro para aqueles com deficiência de vitamina B12 grave causando sintomas neurológicos.   Alguns estudos recentes têm sugerido que a dose elevada de administração oral ou nasal pode ser tão eficaz quanto as injeções para as pessoas com problemas de má absorção de vitamina B12. No entanto, a maioria dos especialistas ainda recomenda injeções de vitamina B12 para as pessoas com anemia perniciosa e deficiência de B12 avançada envolvendo os sintomas neurológicos.   A cianocobalamina é uma das formas de suplementação de B12 mais frequentemente utilizadas. Mas, provas recentes sugerem que a hidroxicobalamina (frequentemente utilizada na Europa) é superior à cianocobalamina, metilcobalamina e pode ser superior a ambas – especialmente para a doença neurológica.   Estudos japoneses indicam que a metilcobalamina é ainda mais eficaz no tratamento de sequelas neurológicas a deficiência de vitamina B12, e que pode ser melhor absorvido porque evita problemas potenciais em vários ciclos de absorção da vitamina B12. Em cima disso, a metilcobalamina fornece o corpo com grupos metil que desempenham um papel em vários processos biológicos importantes para a saúde global.   SE SUSPEITAR QUE VOCÊ TEM DEFICIÊNCIA DE B12, O PRIMEIRO PASSO É FAZER O TESTE.   Você precisa de uma linha de base precisa para trabalhar. Se você é deficiente B12, o próximo passo é identificar o mecanismo que causa a deficiência. Isso é algo que você provavelmente vai precisar de ajuda com de um médico. Uma vez que o mecanismo é identificado, a forma adequada (injeção, oral, sublingual ou nasal) de suplementação, a dose e a duração do tratamento poderá ser selecionada.  
Fonte:http://verdademundial.com.br/2016/01/deficiencia-de-vitamina-b12-uma-epidemia-silenciosa-com-graves-consequencias/  
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