O Ayurveda ou “a ciência da vida” é o sistema médico tradicional da Índia e do Nepal. Este antigo corpo de conhecimento, desenvolvido há mais de 3.000 anos, é uma das práticas mais proeminentes da medicina vernacular hoje em dia. Esta prática também influenciou outros grandes sistemas de medicina do mundo, incluindo a MTC (medicina tradicional chinesa), Unani-tibb (medicina greco-árabe), medicina tibetana e Siddha (técnicas do sul da Índia e Sri Lanka).

 

No sistema Ayurveda, há uma série de remédios restauradores muito estimados, conhecidos como rasayanas. Uma das mais pesquisadas destas ervas tônicas é a planta ashwagandha (Withania somnifera). A raiz desta planta perene é a parte primária utilizada, embora a folha apresente uma longa tradição de ser usada topicamente para infecções, queimaduras e picadas de insetos.

 

A raiz atua como um calmante adaptogênico, ‘nervine’ (efeito benéfico sobre o sistema nervoso), antiespasmódico, tônico nutritivo, anti-inflamatório, anfotérico imunológico, ansiolítico, analgésico, estimulante da tireoide e tônico reprodutivo para homens e mulheres. Como uma erva adaptogênica – que ajuda a regular o sistema endócrino, sistema nervoso e função imune, através do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e sistema simpático-adrenal (SAS), enquanto reduz hormônios do estresse (como cortisol) e previne o estresse induzido pela disfunção mitocondrial – a ashwagandha é única. É nutritiva (rica em ferro), e por isso é frequentemente utilizada para tratar a anemia, fadiga e perda de sangue pós-parto. A erva reduz a ansiedade e melhora o sono, tornando-a útil contra a insônia (especialmente para aqueles que têm dificuldade de “desligar” sua mente à noite) e transtorno de ansiedade generalizada (GAD). Também reduz a dor muscular, inflamação e espasmo, sendo altamente apropriada para o tratamento da fibromialgia [juntamente com black cohosh (Cimifuga racemosa) e peônia branca] ou síndrome das pernas inquietas.

 

Na Índia, a ashwagandha tem a reputação de agir como estimulante sexual masculino. Em numerosos ensaios clínicos humanos, a erva mostrou melhorar a função eréctil, melhorar a contagem e motilidade de espermatozoides, e estimular a libido. Um estudo recente também mostrou que a raiz promoveu a estimulação sexual em mulheres. Outros benefícios para as mulheres também incluem a inibição da osteoporose, alívio do sintoma menopausal sentido como um “nevoeiro cerebral”, dores de cabeça e dor muscular. Esta erva versátil também atua como um anfotérico imune, isto é, ajuda a regular o sistema imunológico [aumento do funcionamento (alergia), redução do funcionamento (depleção imune como no câncer, HIV/AIDS ou doença de Lyme), ou ambos (a maioria das doenças autoimunes)]. Essa habilidade é exclusiva de um pequeno número de ervas; Elas ajudam o corpo a restabelecer sua função normal de auto-regulação e recuperar a competência imunológica. Como um anfotérico imunológico, a ashwagandha pode ser usada como parte de um protocolo para tratar condições autoimunes, especialmente envolvendo o sistema musculoesquelético (artrite reumatoide, lúpus, polimialgia reumática, policondrite recidivante). Também pode ser bastante eficaz para a tireoidite de Hashimoto, mas é contraindicada para o hipertireoidismo, como a doença de Graves.

 

A Withania pode ser tomada em muitas formas. Na Índia, a raiz em pó é muitas vezes cozida no leite, com melado adicionado para tornar a bebida rica em ferro. A raiz em pó também é frequentemente misturada com ghee (manteiga clarificada) ou mel. Outra forma é a tintura (em extrato de álcool e água), que é altamente absorvível e fácil de usar. Mas ela também está disponível em cápsulas, como um extrato padronizado, e a raiz pode ser fervida e transformada em chá. Dependendo da intenção e/ou adaptabilidade individual à forma, todas essas preparações oferecem benefícios à saúde.

Traduzido por Essentia Pharma

 

Fonte:http://www.ashwagandhaadvantage.com/blogs/ashwagandha-insights/2017/03/ashwagandha-from-ancient-tradition-to-modern-rese.aspx

 

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