A doença cardiovascular (DCV) é uma doença crônica do coração que pode incluir arritmia, doença arterial coronariana, pressão arterial irregular, acidente vascular cerebral, parada cardíaca, dentre outros. Nos Estados Unidos, a DCV é a principal causa de morte, matando cerca de 1 em cada 4 indivíduos anualmente. A mortalidade por doenças cardiovasculares é geralmente devido à insuficiência cardíaca, ou à falha no coração para bombear o sangue como deveria.

 

A DCV e a insuficiência cardíaca estão associadas a um grande número de fatores de risco, incluindo, a falta de atividade física, uma dieta insalubre, excesso de peso ou obesidade, uso intenso de álcool e até mesmo o estresse. Todos esses fatores de risco são modificáveis, o que significa que eles podem ser gerenciados para diminuir significativamente o risco de doença cardiovascular e/ou insuficiência cardíaca.

 

Recentemente, o nível da vitamina D foi identificado como um fator de risco modificável para a DCV e insuficiência cardíaca. A pesquisa anterior sobre este tópico produziu resultados contraditórios, e os pesquisadores decidiram avaliar o risco do baixo nível de vitamina D na incidência de insuficiência cardíaca em uma população idosa.

 

O estudo incluiu registros médicos de 137 indivíduos idosos com idade superior a 60 anos que receberam atendimento do Centro de Atenção ao Idoso e ambulatorial de cardiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 

Os pesquisadores incluíram pacientes que estavam presentes para avaliações cardíacas e dispostos a avaliar a concentração sérica de 25(OH)D. Os níveis de vitamina D inferiores a 30 ng/ml foram considerados deficientes e menos de 20 ng/ml foram considerados gravemente deficientes. Os pesquisadores também incluíram a escala de saúde ABC. Este teste analisou o risco de insuficiência cardíaca de um indivíduo, com o maior percentual de pontuação indicando um maior risco de insuficiência cardíaca.

 

Os achados dos pesquisadores foram:

 

  • Um total de 65% dos participantes foram considerados deficientes em vitamina D. Destes indivíduos, 62% estavam severamente deficientes.
  • A deficiência de vitamina D foi associada a 12,19 maior risco de insuficiência cardíaca em comparação com aqueles com status suficiente (CI 95%: 4,23-35,46; p <0,001).
  • Os homens deficientes em vitamina D tiveram um risco 15 vezes maior de insuficiência cardíaca em relação às mulheres (IC 95%: 3,39-62,21; p <0,001).
  • A insuficiência cardíaca foi 4,18 vezes mais provável em indivíduos com obesidade e deficientes em vitamina D do que aqueles com peso normal (IC 95%: 1,36-12,81; p = 0,012).
  • Aqueles com arritmia cardíaca e deficiência de vitamina D apresentaram 3,7 maiores chances de insuficiência cardíaca do que aqueles com outras doenças cardiovasculares (IC 95%: 1,23-11,12; p = 0,02).

 

Os pesquisadores concluíram:

 

“O risco de insuficiência cardíaca esteve presente em mais da metade dos idosos e foi fortemente associado à deficiência de vitamina D, gênero masculino e obesidade. (…) Este estudo provou que há uma associação entre a deficiência de vitamina D e o aumento do risco de insuficiência cardíaca nos idosos atendidos nas clínicas de cardiologia UFPE”.

 

Houve algumas limitações no estudo que precisam ser abordadas. Primeiro, o design observacional permite que os pesquisadores provem que existe uma relação causal. Embora a evidência tenha apontado para uma associação entre a insuficiência cardíaca e os níveis de vitamina D em determinado momento, não forneceu evidências adequadas para tirar conclusões sobre o efeito da deficiência crônica de vitamina D na insuficiência cardíaca (ao longo do tempo). Portanto, ensaios controlados randomizados são necessários para validar esses achados.

 

Traduzido por Essentia Pharma

 

Fonte:https://www.vitamindcouncil.org/increased-heart-failure-risk-associated-with-vitamin-d-deficiency-according-to-recent-study/

 

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