Proveniente de uma planta perene nativa do sudeste asiático, China, Japão até ao sul da Indonésia, o Amorphophallus konjac, ou simplesmente konjac, é usado para criar uma farinha e uma pasta com o mesmo nome e também usado no veganismo como substituto da gelatina. Pouco calórico, suas fibras solúveis não são digeridas pelo organismo, passando direto pelo aparelho digestivo e assim, servindo de suplemento dietético (fibra) e chamado de glucomannan.

 

Evidências anteriores de ensaios clínicos randomizados sugerem que o consumo de konjac glucomannan reduz as concentrações do colesterol LDL, sendo sugerido inclusive que este seu potencial é maior que o de outras fibras. No entanto, os ensaios eram limitados devido à duração e tamanho das amostras, gerando resultados inconsistentes.

 

Recentemente, uma revisão sistemática e meta-análise foi publicada em The American Journal of Clinical Nutrition, a qual teve como objetivo avaliar o efeito do glucomanann sobre o colesterol LDL, colesterol não-HDL e apolipoproteína B (apo B).

 

Após análise de abrangente literatura, os pesquisadores incluíram na meta-análise oito estudos controlados e randomizados executados em adultos e quatro executados em crianças. Os resultados indicam que o glucomannan significativamente reduziu o colesterol LDL em uma média de 0,35 mmol/L e o colesterol não HDL em uma média de 0,32 mmol/L.

 

Não foi observado nenhum impacto na apo B, a responsável principal para transportar o LDL para os tecidos.

 

Como conclusão, os pesquisadores escreveram: “Nossos resultados suportam a ingestão de 3g de glucomannan por dia para reduções de colesterol LDL e colesterol não-HDL de 10% e 7%, respectivamente. As informações podem ser de interesse para as agências de saúde na elaboração de futuras recomendações dietéticas relacionadas à redução do risco de doenças cardiovasculares”.

 

Estudo:

Ho HVT, et al. A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials of the effect of konjac glucomannan, a viscous soluble fiber, on LDL cholesterol and the new lipid targets non-HDL cholesterol and apolipoprotein B1,2. The American Journal of Clinical Nutrition, 2017. DOI: 10.3945/​ajcn.116.142158

 

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