Pesquisadores identificaram uma nova ligação entre a diversidade de bactérias nas fezes humanas – identificado como o microbioma fecal humano – e os níveis de gordura abdominal.

 

O estudo descobriu que as pessoas que possuem comunidades de bactérias mais diversificadas geralmente apresentavam níveis mais baixos de gordura visceral. A análise dos cientistas sobre mais de 3.600 gêmeos encontraram evidências de que algumas dessas bactérias são herdadas.

 

Os cientistas afirmaram que suas descobertas fornecem mais evidências de possíveis influências genéticas sobre a obesidade, por meio de bactérias hereditárias encontradas no microbioma fecal.

 

A gordura visceral é a gordura de corpo que é armazenada na cavidade abdominal perto de um número de órgãos internos importantes e está ligada a elevados riscos de problemas metabólicos, tais como a doença cardíaca, diabetes e câncer.

 

Esta é a primeira vez que a quantidade de gordura visceral foi associada com a microbiota em seres humanos.

 

No estudo realizado pelo King’s College London, os investigadores analisaram amostras de fezes de 1.313 (pares) gêmeos britânicos como parte de sua amostragem anual para extrair informações de DNA sobre os micróbios fecais.

 

Os pesquisadores compararam os dados recolhidos com seis medidas de obesidade, incluindo IMC e índices de gordura corporal superior e inferior, mas encontraram as ligações mais fortes com a gordura visceral.

 

Os resultados foram validados usando o IMC como medida de obesidade em mais dois grupos de pessoas e, adicionalmente, de um conjunto de dados de gêmeos, nomeado TwinsUK.

 

O estudo é um dos maiores em relação à associação entre a obesidade e o microbioma, e, a um corpo crescente de evidências,

acrescenta conclusão sugerindo influências genéticas sobre a obesidade

 

Dra. Michelle Beaumont, principal autora do estudo, afirmou: “Este estudo mostrou uma ligação clara entre a diversidade de bactérias nas fezes, marcadores de obesidade e risco cardiovascular, especialmente para a gordura visceral. No entanto, como foi um estudo de observação, não podemos dizer precisamente como as comunidades de bactérias intestinais podem influenciar o armazenamento de gordura no corpo, ou se um mecanismo diferente está envolvido no ganho de peso”.

 

Dra. Jordana Bell, autora sênior do estudo, acrescentou: “Há um crescente corpo de evidências que sugerem que as bactérias intestinais podem desempenhar um papel na obesidade, e uma série de estudos está explorando isso com mais detalhes. Outras investigações científicas são necessárias para se compreender como, precisamente, estas bactérias podem influenciar a saúde humana, e se intervenções como transplantes fecais podem ter impactos seguros, benéficos e eficazes sobre este processo.”

 

O estudo foi publicado na revista Genome Biology.

 

Traduzido por Essentia Pharma

 

 

Fonte: http://www.express.co.uk/life-style/health/715253/visceral-fat-obese-weight-losss-bacteria-human-faeces-gut-biome?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+daily-express-life-and-style-health-news+%28Daily+Express+%3A%3A+Life+%26+Style+Health+Feed%29

 

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