A doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa crônica, caracterizada por déficits cognitivos na memória, pensamento e comportamento. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, cujos resultados foram publicados recentemente em JAMA Neurology, mostrou que diferentes características ambientais, genéticas e socioeconômicas podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Ou seja, identificar os seus diferentes fatores de risco pode ajudar os pesquisadores e clínicos a desenvolver estratégias profiláticas e terapêuticas mais eficazes.

 
Em humanos, a informação hereditária é codificada dentro dos cromossomos, que são compostos por DNA envolvido em torno de proteínas histonas especiais. Os cromossomos contêm sequências específicas de DNA, denominadas genes, que codificam proteínas funcionais. Pequenas variações dentro desses genes dão origem a diferentes versões do mesmo gene, que posteriormente são chamados de alelos. É a presença de diferentes alelos, em última análise, que contribuem para as diferenças entre os seres humanos.

 
Estudos anteriores, incluindo uma meta-análise de Farrer e colegas, mostraram que as mulheres com um alelo ε4 no gene da apolipoproteína E (APOE) estão em maior risco para a DA tardia, em comparação com os homens que carregam o mesmo número de alelos ε4.

 
O gênero e a Alzheimer: riscos analisados em estudo

 
Para investigar ainda mais essa relação, pesquisadores realizaram recentemente uma meta-análise maior para compreender o papel dependente do sexo do genótipo APOE no desenvolvimento de comprometimento cognitivo leve (CCL) e doença de Alzheimer. Os conjuntos de dados foram coletados de vinte e sete pesquisas independentes, que incluíram um total de 57.969 pacientes. Após critérios de exclusão, 31.340 indivíduos brancos não hispânicos foram incluídos na meta-análise, todos com dados completos sobre seu genótipo APOE e sexo.

 
Em contraste com estudos anteriores, a recente meta-análise revelou que homens e mulheres com idades entre 55 e 85 anos com o alelo apresentavam um risco semelhante de desenvolver comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer. No entanto, com uma análise mais cuidadosa, verificou-se que as mulheres com idades entre 65 e 75 anos apresentaram um risco maior de desenvolver a doença de Alzheimer, em comparação com os homens.
Além disso, as mulheres também estavam em maior risco de desenvolver um comprometimento cognitivo leve com idades entre 55 e 70 anos. A diferença de conclusões, entre o estudo atual e o estudo de Farrer, pode ser atribuída à idade das populações em estudo.

 
Finalmente, também mostrou-se que indivíduos com dois alelos ε4 apresentaram maior risco de CCL e AD, em comparação com indivíduos com apenas um alelo ε4. Em sua conclusão, o estudo revela que o alelo ε4 confere um risco aumentado de desenvolver CCL e DA, o que é comparável entre homens e mulheres com idade entre 55 e 85 anos. Notavelmente, no entanto, as mulheres com o alelo ε4 estavam em maior risco de CCL e com maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer, em comparação com homens em idades específicas. Isto é provavelmente devido a alterações fisiológicas associadas à menopausa e à perda de estrogênio.

 
São necessárias outras investigações para entender melhor a relação complexa entre o genótipo APOE, o sexo e a idade. Esse estudo indica que os tratamentos específicos ao sexo podem ser iniciados em uma idade mais jovem, particularmente naqueles que carregam o alelo ε4.
N.daT.: Para maiores informações, informe-se com o seu médico sobre o exame de Polimorfismo da Apolipoproteína E, ou seja, teste de APOE para a predisposição de Alzheimer.

 
Fonte: http://www.medicalnewsbulletin.com/greater-risk-developing-alzheimers/

 
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