Ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 são encontrados em peixes e nas últimas décadas foi associado a diversos benefícios para a saúde, inclusive em doenças cardiovasculares

Artigos científicos relatando os efeitos protetores do ômega 3 para o coração não param de ser publicados. A edição de abril do Annals of Internal Medicine reforçou aindamais o benefício de bons níveis plasmáticos de ácidos graxos ômega 3, em um estudo que acompanhou idosos durante 16 anos.

A pesquisa envolveu 2.692 homens e mulheres com 65 anos ou mais no momento da inscrição no Estudo de Saúde Cardiovascular, entre 1989 e 1993.As frações de ácido eicosapentaenóico (EPA), ácido docosahexaenóico (DHA) e DPA (ácido docosapentaenoico) foram medidas a partir das amostras de sangue obtidas em 1992 e 1993. Durante os 16 anos de acompanhamento, 1.625 participantes morreram, dos quais 359 por doença arterial coronariana (DAC) e 130 por acidente vascular cerebral (AVC).

Para homens e mulheres que tinham bons níveis de ômega 3 no sangue, o risco de morte foi associado a uma redução de 27% e, se comparado ao risco de desenvolver problemas cardíacos, este reduziu em 35%. Quando avaliados individualmente, EPA, DPA e DHA apresentaram diferentes percentuais de proteção: 17%, 23% e 20%, respectivamente. Os autores concluíram que adultos acima de 65 anos e com maiores níveis de ômega 3 tinham, em média, 2,2 anos a mais de vida que outros participantes. Ou seja, houve queda na mortalidade, especialmente quando falamos em doenças cardiovasculares.

Uma vez que a única avaliação dos níveis sanguíneos de ômega 3 foi feita no início do estudo, outros fatores que possam ter colaborado com a queda da mortalidade não podem ser descartados. O estudo olhou para a relação entre níveis sanguíneos de ácidos graxos e a mortalidade, específica ou não, em adultos saudáveis que não faziam uso de suplementação de óleo de peixe.

“Não há estudos controlados relatando os efeitos do ômega 3 na mortalidade total em populações saudáveis” observam Dr. Mozaffarian e sua equipe. “Acrescentar um suplemento de cerca de 150mg de EPA e DHA por dia (consumo médio nos Estados Unidos e em muitos países europeus) poderia reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares em até 15%. Dosagens maiores podem oferecer mais vantagens ainda”, completa o autor.

Referências

Mozaffarian, D., Lemaitre, R.N.,  King, I.B., Song, X., Huang, H., Sacks, F.M., Rimm, E.B., Wang, M., Siscovick, D.S. Plasma Phospholipid Long-Chain ω-3 Fatty Acids and Total and Cause-Specific Mortality in Older Adults: A Cohort Study. Ann Intern Med. 2013;158(7):515-525.

LEF@Apr 2013.

 

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