Pesquisadores da NEOMED (Northeast Ohio Medical University) acabam de identificar uma importante conexão entre áreas do tronco encefálico – a área que controla o humor, o sono e o metabolismo – e alterações prejudiciais aos ossos em um modelo pré-clínico da doença de Alzheimer (DA). O estudo foi liderado por Christine Dengler-Crish, Ph.D., professora assistente de ciências farmacêuticas, anatomia e neurobiologia, e será publicado na próxima edição do Journal of Alzheimer’s Disease, uma revista internacional multidisciplinar que relata o progresso na compreensão das causas, sintomas e tratamento da doença de Alzheimer.

 

Mais de cinco milhões de americanos vivem com a doença; entre esses, 210.000 vivem em Ohio. Além de ser a sexta causa de morte nos Estados Unidos, a doença de Alzheimer tem grandes consequências sociais, emocionais e financeiras para os pacientes e suas famílias. Ainda incurável e aparentemente em ascendência, menos de 5 por cento dos casos de DA são devido a uma clara razão genética, por isso é difícil prever quem estará em risco de adquirir esta devastadora doença.

 

A Dra. Dengler-Crish e sua equipe de pesquisa, que incluiu os estudantes de pós-graduação Matthew Smith (NEOMED) e Gina Wilson (Kent State University), relatam que as reduções iniciais na densidade mineral óssea (DMO) que ocorrem em um modelo pré-clínico de DA são devido à degeneração em uma área do tronco encefálico que produz a maioria da serotonina do cérebro – um neuroquímico que controla o humor e o sono, processos também afetados no início da DA.

 

Os ossos podem ser um dos primeiros indicadores de degeneração cerebral na doença de Alzheimer.

 

A diminuição da DMO, que às vezes leva à osteoporose, se traduz em aumento do risco de fratura óssea, diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade para pacientes com DA. Além disso, a pesquisa da Dra. Dengler-Crish sugere que a perda óssea precoce e a deficiência de serotonina na doença de Alzheimer podem nos dizer algo muito importante sobre como diagnosticamos e tratamos esta doença.

 

“A medição da densidade óssea, que é rotineiramente realizada na clínica, poderia servir como um biomarcador útil para avaliar o risco de DA na população mais velha. Os resultados deste estudo nos motivam a explorar o sistema de serotonina como um potencial novo alvo terapêutico para esta doença devastadora.”

 

Dengler-Crish, que recebeu seu diploma de bacharel pela Universidade Baldwin Wallace, seu mestrado em psicologia pela Universidade de Illinois em Chicago, e seu Ph.D. em neurociência pela Uni

versidade de Vanderbilt, foi nomeada editora adjunta do Journal of Alzheimer’s Disease. Ela está animada para facilitar o trabalho de outros cientistas nesta importante área. “Estou empolgada por poder ajudar na publicação de trabalhos inovadores de pesquisadores daqui e de todo o mundo, o que é desesperadamente necessário para combater as doenças crônicas atualmente incuráveis. Agora mais do que nunca, há esperança de que em breve seremos capazes de retardar, parar ou reverter a progressão dessas condições neurodegenerativas destrutivas.”

 

“Isso é extremamente emocionante e tem potencial de tradução significativo e relevância para a detecção precoce da doença”, observou o Dr. Jason R Richardson, diretor do departamento de pesquisa de doenças neurodegenerativas e envelhecimento do NEOMED.

Traduzido por Essentia Pharma

 

Fonte: http://www.neomed.edu/officesanddirectory/prmarketing/forreporters/pressreleases/neomed-researchers-identify-link-between-brain-and-bone-in-alzheimer2019s-disease

 

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