A suplementação com quercetina melhora os sintomas da artrite reumatoide e a atividade da doença

Um artigo publicado em Journal of American College of Nutrition relata um benefício da suplementação com quercetina em um estudo randomizado e duplo-cego de mulheres com artrite reumatoide.   O ensaio incluiu 40 pacientes com artrite reumatoide que receberam 500mg de quercetina ou um placebo diariamente, durante oito semanas. As amostras de sangue coletadas antes e após o período de tratamento foram analisadas quanto à taxa de sedimentação de eritrócitos (ESR) e ao fator de necrose tumoral de alta sensibilidade (sigla em inglês, hs-TNFa, um marcador de inflamação) nos níveis plasmáticos. As conclusões dos exames executados por médicos que determinaram o número de articulações inchadas e sensíveis foram combinadas com resultados da ESR para calcular a atividade da doença. Questionários de avaliação de saúde avaliaram a qualidade de vida e a deficiência.   No final do ensaio, as mulheres que receberam quercetina tinham menor rigidez e dor matinal, e dor após atividade, em comparação com seus níveis no pré-tratamento. Em contraste, aquelas que receberam placebo experimentaram mudanças não significativas. Os escores de atividade da doença, o número de articulações sensíveis, os escores do questionário de avaliação de saúde e as avaliações globais de médicos melhoraram significativamente no grupo quercetina, permanecendo essencialmente inalterados entre aquelas do grupo placebo. Ao final do estudo, a ESR foi ligeiramente menor e o fator de necrose tumoral alfa foi significativamente menor nas participantes tratadas com quercetina, enquanto que não ocorreram alterações significativas no grupo placebo.   "Para nosso conhecimento, o presente estudo foi o primeiro que examinou o efeito do suplemento quercetina sozinho sobre a gravidade e os sintomas da artrite reumatoide em mulheres", anunciam os autores Fatemeh Javadi, da Universidade de Teerã de Ciências Médicas, e colegas. "Em nosso estudo, a quercetina diminuiu a citocina inflamatória hs-TNFa possivelmente através da supressão da expressão gênica de citocinas (com base em estudos anteriores), mas parece que alguns outros fatores inflamatórios, como a ESR, precisam de uma duração mais longa de suplementação para produzir uma mudança significativa." Traduzido por Essentia Pharma  
Fonte:http://www.lifeextension.com/Newsletter/2016/11/quercetin-supplementation-improves-rheumatoid-arthritis-symptoms-and-disease-activity/page-01?utm_source=eNewsletter&utm_medium=email&utm_content=Button&utm_campaign=EZXX00E  
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Estudo: as bactérias do intestino podem causar, prever e prevenir a artrite reumatoide

ROCHESTER, Minn. – As bactérias no seu intestino fazem mais do que quebrar o alimento. Elas também podem prever a susceptibilidade à artrite reumatoide, sugere Veena Taneja, Ph.D., imunologista do Centro para Medicina Individualizada da Clínica Mayo. A Dra. Taneja publicou recentemente dois estudos – um na revista Genome Medicine e outro em Arthritis and Rheumatology  – conectando a microbiota intestinal à artrite reumatoide.   Mais de 1,5 milhões de americanos têm artrite reumatoide, uma doença que causa inchaço doloroso nas articulações. Os cientistas têm uma compreensão limitada dos processos que desencadeiam a doença. A Dra. Taneja e sua equipe identificaram as bactérias intestinais como uma possível causa; os seus estudos indicam que testar a microbiota específica no intestino pode ajudar os médicos a prever e prevenir o aparecimento da condição.   "Estas são excitantes descobertas que podem ser capazes de serem usadas para personalizar o tratamento para os pacientes", afirma a Dra. Taneja.   O artigo publicado em Genome Medicine resume um estudo em pacientes com artrite reumatoide, seus familiares e um grupo de controle saudável. O estudo teve como objetivo encontrar um biomarcador – ou uma substância que indica uma doença, condição ou fenômenos – que prevê a susceptibilidade à artrite reumatoide. Eles observaram que uma abundância de certas linhagens bacterianas raras provoca um desequilíbrio microbiano encontrado em pacientes com a doença.   "Usando a tecnologia de sequenciamento genômico, fomos capazes de definir alguns micróbios intestinais que normalmente eram raros e de baixa abundância em indivíduos saudáveis, mas não em pacientes com artrite reumatoide", relata a Dra. Taneja.   Implicações para prever e prevenir a artrite reumatoide   Depois de mais pesquisas em camundongos e, eventualmente, seres humanos, a microbiota intestinal e assinaturas metabólicas poderiam ajudar os cientistas a construir um perfil preditivo para quem é propenso a desenvolver artrite reumatoide e qual o curso da doença.   Baseados em estudos com camundongos, os pesquisadores encontraram uma associação entre o micróbio do intestino Collinsella e o fenótipo da artrite. A presença dessas bactérias pode levar a novas formas de diagnosticar pacientes e reduzir o desequilíbrio que provoca a artrite reumatoide antes ou em seus estágios iniciais, de acordo com John Davis III, MD, e Eric Matteson, MD, reumatologistas da Clínica Mayo e coautores do estudo. A continuação da investigação poderia levar a tratamentos preventivos.   Possibilidade de um tratamento mais eficaz com menos efeitos secundários   O segundo estudo, publicado em Arthritis and Rheumatology, explorou uma outra faceta das bactérias intestinais. Um grupo de camundongos suscetíveis à artrite com a bactéria Prevotella histicola, sendo comparados com um grupo que não recebeu tratamento. O estudo descobriu que os animais tratados com a bactéria tiveram diminuída a frequência dos sintomas e sua gravidade, como também tiveram menos condições inflamatórias associadas com a artrite reumatoide. O tratamento produziu poucos efeitos secundários, tais como ganho de peso e atrofia das vilosidades – uma condição que impede que o intestino absorva nutrientes –, que podem ocorrer com outros tratamentos mais tradicionais.   Enquanto que ainda não ocorreram os testes em humanos, o sistema imunológico e a artrite dos camundongos imitam os dos seres humanos e mostram promessa para efeitos positivos semelhantes. Uma vez que esta bactéria faz parte do intestino humano saudável, o tratamento é menos susceptível de apresentar efeitos colaterais, explica o coautor do estudo Joseph Murray, M. D., gastroenterologista da Clínica Mayo.   A artrite reumatoide é uma doença autoimune, que ocorre quando o corpo ataca equivocadamente a si próprio. O corpo decompõe os tecidos ao redor das articulações, causando inchaço que pode corroer ossos e deformar as articulações. A doença pode danificar outras partes do corpo, incluindo a pele, olhos, coração, pulmão e vasos sanguíneos.   O estudo foi financiado pelo Centro de Medicina Individualizada da Clínica Mayo, que apoia a investigação que visa a encontrar tratamentos compatíveis com a estrutura genética única de um paciente. O Centro também suporta a transformação das descobertas científicas em aplicações práticas para o atendimento ao paciente.  
Fonte: http://newsnetwork.mayoclinic.org/discussion/study-gut-bacteria-can-cause-predict-and-prevent-rheumatoid-arthritis/
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O extrato de folha de oliveira na melhora das funções vasculares

As folhas da planta oliveira (Olea europaea) são ricas em polifenois, dos quais oleuropeína e hidroxitirosol são os mais característicos. Conhecidos por seus efeitos redutores da pressão arterial, possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes oferecendo melhora no tratamento à aterosclerose, diabetes, câncer, doenças neurodegenerativas, e mesmo artrite. Agora um importante estudo clínico, randomizado, duplo-cego, controlado e cruzado, publicado no British Journal of Nutrition, responde à questão do uso de extrato da folha de oliveira nas funções e inflamações vasculares no cenário pós-prandial (que segue à refeição).
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Recente estudo demonstra que curcumina é mais eficaz em tratamento de artrite reumatoide

Durante séculos, especiarias foram usadas como medicamentos e, atualmente, seu potencial de cura está novamente sendo descoberto e investigado, em especial a curcumina, um ingrediente do conhecido curry. É um produto original da Índia e é comercialmente conhecido como Curcumin C3 Complex®, um extrato com 95% de curcuminoides, diferente dos extratos disponíveis no mercado nacional, que apresentam apenas 0,4%, o que aumenta sua biodisponibilidade. Em estudo publicado recentemente, a curcumina demonstrou ser mais eficaz que medicamentos convencionais no alívio dos sintomas da artrite reumatoide.
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