Bactérias “boas” podem reduzir a inflamação não controlada em doenças intestinais

Em um estudo publicado em Nature Immunology, os pesquisadores liderados por Jenny P.Y. Ting, PhD, da UNC Lineberger* descrevem como a inflamação pode seguir incólume na ausência de um certo inibidor chamado NLRP12. Em um ciclo de reações prejudicial, esta inflamação pode perturbar o equilíbrio de bactérias que vivem no intestino – parte da comunidade de microrganismos no corpo humano conhecido como microbioma. Eles descobriram em modelos pré-clínicos que, na ausência de NLRP12, certos tipos de bactérias "más" eram mais abundantes, enquanto que os níveis de bactérias benéficas se apresentavam mais baixos. Isso levou a uma maior inflamação nos modelos estudados.
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A comunidade microbiana do intestino mostra influenciar a expressão genética do hospedeiro

Em nosso intestino, e no intestino de todos os animais, reside um robusto ecossistema de micróbios conhecido como microbioma. Consistindo de trilhões de organismos – bactérias, fungos e vírus –, o microbioma é essencial para a saúde do hospedeiro (organismo que abriga outro), fornecendo serviços importantes que vão desde o processamento de nutrientes ao desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico.
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Estudo: as bactérias do intestino podem causar, prever e prevenir a artrite reumatoide

ROCHESTER, Minn. – As bactérias no seu intestino fazem mais do que quebrar o alimento. Elas também podem prever a susceptibilidade à artrite reumatoide, sugere Veena Taneja, Ph.D., imunologista do Centro para Medicina Individualizada da Clínica Mayo. A Dra. Taneja publicou recentemente dois estudos – um na revista Genome Medicine e outro em Arthritis and Rheumatology  – conectando a microbiota intestinal à artrite reumatoide.   Mais de 1,5 milhões de americanos têm artrite reumatoide, uma doença que causa inchaço doloroso nas articulações. Os cientistas têm uma compreensão limitada dos processos que desencadeiam a doença. A Dra. Taneja e sua equipe identificaram as bactérias intestinais como uma possível causa; os seus estudos indicam que testar a microbiota específica no intestino pode ajudar os médicos a prever e prevenir o aparecimento da condição.   "Estas são excitantes descobertas que podem ser capazes de serem usadas para personalizar o tratamento para os pacientes", afirma a Dra. Taneja.   O artigo publicado em Genome Medicine resume um estudo em pacientes com artrite reumatoide, seus familiares e um grupo de controle saudável. O estudo teve como objetivo encontrar um biomarcador – ou uma substância que indica uma doença, condição ou fenômenos – que prevê a susceptibilidade à artrite reumatoide. Eles observaram que uma abundância de certas linhagens bacterianas raras provoca um desequilíbrio microbiano encontrado em pacientes com a doença.   "Usando a tecnologia de sequenciamento genômico, fomos capazes de definir alguns micróbios intestinais que normalmente eram raros e de baixa abundância em indivíduos saudáveis, mas não em pacientes com artrite reumatoide", relata a Dra. Taneja.   Implicações para prever e prevenir a artrite reumatoide   Depois de mais pesquisas em camundongos e, eventualmente, seres humanos, a microbiota intestinal e assinaturas metabólicas poderiam ajudar os cientistas a construir um perfil preditivo para quem é propenso a desenvolver artrite reumatoide e qual o curso da doença.   Baseados em estudos com camundongos, os pesquisadores encontraram uma associação entre o micróbio do intestino Collinsella e o fenótipo da artrite. A presença dessas bactérias pode levar a novas formas de diagnosticar pacientes e reduzir o desequilíbrio que provoca a artrite reumatoide antes ou em seus estágios iniciais, de acordo com John Davis III, MD, e Eric Matteson, MD, reumatologistas da Clínica Mayo e coautores do estudo. A continuação da investigação poderia levar a tratamentos preventivos.   Possibilidade de um tratamento mais eficaz com menos efeitos secundários   O segundo estudo, publicado em Arthritis and Rheumatology, explorou uma outra faceta das bactérias intestinais. Um grupo de camundongos suscetíveis à artrite com a bactéria Prevotella histicola, sendo comparados com um grupo que não recebeu tratamento. O estudo descobriu que os animais tratados com a bactéria tiveram diminuída a frequência dos sintomas e sua gravidade, como também tiveram menos condições inflamatórias associadas com a artrite reumatoide. O tratamento produziu poucos efeitos secundários, tais como ganho de peso e atrofia das vilosidades – uma condição que impede que o intestino absorva nutrientes –, que podem ocorrer com outros tratamentos mais tradicionais.   Enquanto que ainda não ocorreram os testes em humanos, o sistema imunológico e a artrite dos camundongos imitam os dos seres humanos e mostram promessa para efeitos positivos semelhantes. Uma vez que esta bactéria faz parte do intestino humano saudável, o tratamento é menos susceptível de apresentar efeitos colaterais, explica o coautor do estudo Joseph Murray, M. D., gastroenterologista da Clínica Mayo.   A artrite reumatoide é uma doença autoimune, que ocorre quando o corpo ataca equivocadamente a si próprio. O corpo decompõe os tecidos ao redor das articulações, causando inchaço que pode corroer ossos e deformar as articulações. A doença pode danificar outras partes do corpo, incluindo a pele, olhos, coração, pulmão e vasos sanguíneos.   O estudo foi financiado pelo Centro de Medicina Individualizada da Clínica Mayo, que apoia a investigação que visa a encontrar tratamentos compatíveis com a estrutura genética única de um paciente. O Centro também suporta a transformação das descobertas científicas em aplicações práticas para o atendimento ao paciente.  
Fonte: http://newsnetwork.mayoclinic.org/discussion/study-gut-bacteria-can-cause-predict-and-prevent-rheumatoid-arthritis/
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Explorando a conexão intestino e cérebro para a esclerose múltipla

Uma recente pesquisa científica feita por investigadores da Brigham and Women’s Hospital (BWH) sugere que as bactérias que vivem no intestino podem influenciar remotamente a atividade das células do cérebro que estão envolvidas no controle da inflamação e neurodegeneração. Usando modelos pré-clínicos de esclerose múltipla e amostras de pacientes com a doença, a equipe encontrou evidências de que mudanças na dieta e na flora intestinal podem influenciar os astrócitos no cérebro e, consequentemente, a neurodegeneração, apontando para potenciais alvos terapêuticos. Os resultados da equipe foram publicados na revista Nature Medicine.
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A importância da fibra alimentar na prevenção das recidivas da doença de Crohn

As doenças inflamatórias intestinais (DII) crônicas, tais como doença de Crohn e colite ulcerosa, são associadas com uma resposta anormal à mucosa gastrointestinal, a microbiota.  Pacientes com a doença de Crohn, particularmente quando apresentam obstrução, são geralmente orientados a seguir uma dieta com pouca fibra para evitar os sintomas. Com pouca informação ou estudo sobre o papel das fibras dietéticas sobre a DII, um estudo recente, publicado em Clinical Gastroenterology and Hepatology, sugere que o consumo de fibra deve ser encorajado em doentes em remissão.
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O uso de antibióticos na infância perturba o desenvolvimento da microbiota intestinal

Sabe-se já que o uso precoce de antibióticos está ligado a um maior risco de doenças imunomediadas tais como a doença inflamatória do intestino e asma, bem como a obesidade. É provável que o  efeito é mediado por micróbios intestinais, uma vez que os antibióticos em estudos com animais têm sido apontados como alteradores da composição da microbiota intestinal e redutores de sua biodiversidade. No entanto, até esta data, não havia nenhuma informação sobre os efeitos em longo prazo de antibióticos na microbiota infantil.
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