Desde que a Organização Mundial da Saúde admitiu em 2011 que a radiação do telefone celular é “possivelmente cancerígena”, podendo estar contribuindo para o aumento global nos casos de câncer cerebral, tornou-se difícil de rotular alguém como hipocondríaca por estar preocupada com as possíveis consequências deste fato à saúde. [I] Na verdade, um estudo citado em seu relatório mostrou um risco de 40% maior para gliomas* nos usuários que mais usavam celulares (média relatada: 30 minutos por dia durante um período de 10 anos) – o que não é exatamente um pequeno efeito.

 

Um estudo publicado no jornal Cellular and Molecular Neurobiology confirma que a radiação de micro-ondas emitida por telefones celulares é capaz de transformar células normais em cancerosas.

 

Intitulado “Cellular Neoplastic Transformation Induced by 916 MHz Microwave Radiation” (tradução livre, Transformação Neoplásica Celular Induzida por Radiação de Micro-Ondas de 916 MHz), os pesquisadores descobriram células de fibroblasto, um tipo de célula do tecido conectivo, a frequências eletromagnéticas de 916 MHz (uma frequência já mostrada para alterar biomoléculas cerebrais) e descobriram que, após 5 a 8 semanas de exposição, elas mudaram sua forma e taxa de proliferação para um fenótipo cancerígeno. Verificou-se que essas células eram formadoras de tumor quando transplantadas em camundongos.

 

O que você pode fazer para se proteger

 

Realisticamente, a maioria das pessoas ao ler este artigo não irá desativar seus iPhones ou Androids. Esses dispositivos nos permitem ficar intimamente conectados aos nossos entes queridos, bem como conectar-nos ao cérebro global que é a internet. Mas o que esta pesquisa nos ajuda a fazer é exercer a cautela. E aqui estão alguns passos para reduzir a exposição:

 

  • Use um fone de ouvido para manter o dispositivo o mais longe possível de sua cabeça e/ou de outros órgãos vitais.
  • Desligue o dispositivo sempre que não estiver sendo usado.
  • Se você usa demasiadamente o celular, considere incorporar uma das seguintes substâncias comprovadas para a mitigação da radiação do telefone celular:

 

Própolis de abelha: um composto resinoso transformado pelas abelhas – que é como uma argamassa -, usado para reparar e manter a integridade estrutural da colmeia. Conhecido como éster fenetil do ácido cafeico (CAPE), o própolis foi testado experimentalmente para proteger os rins, corações e retinas de camundongos expostos a telefones celulares. A página de pesquisa do nosso site sobre o própolis de abelha lista 12 estudos sobre suas propriedades radioprotetoras, incluindo a proteção contra radiações gama de diagnóstico e/ou “terapêuticas” (por exemplo, radioterapia).

 

Melatonina: a melatonina é liberada durante o sono profundo e repousante – sendo esta a melhor maneira de obter esta secreção protetora natural. A melatonina tem sido estudada por sua capacidade de proteção contra danos causados à retina e rins induzidos pelo celular. Como o própolis, a melatonina também mostrou ter poderosas propriedades radioprotetoras contra o estresse oxidativo induzido por radiação gama e lesão tecidual.

 

EGCG (polifenol do chá verde): o chá verde contém um potente antioxidante conhecido como EGCG (epigalocatequina-galato), o qual foi demonstrado proteger o fígado contra danos causados por radiação induzida por telefone celular.

 

Ginkgo biloba: esta árvore nunca para de nos surpreender. Não é apenas a mais antiga (um “fóssil vivo”) conhecida pelo homem, mas parece fornecer uma ampla gama de benefícios para a saúde do cérebro e cognição, entre eles, de maneira experimental, mostrou evitar o estresse oxidativo induzido pelo telefone móvel no cérebro de ratos.

 

N-acetil-cisteína (NAC): NAC é a precursora da glutationa, um poderoso antioxidante protetor celular que o seu corpo produz desde que tenha cofatores adequados disponíveis. Mostrou proteger o fígado contra danos induzidos pelo telefone celular.

 

N.daT.: Glioma é um tumor de células gliais, aquelas que dão suporte e nutrem os neurônios.

 

Traduzido por Essentia Pharma

 

Artigo na íntegra e referências: http://www.greenmedinfo.com/blog/ways-reduce-cancer-causing-effects-cell-phones

 

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