A disfunção sexual feminina (DSF) é comumente associada à diminuição dos níveis de estrogênio em torno da transição para a menopausa. Pelo menos 23% das mulheres menopáusicas estão angustiadas pelo seu baixo desejo sexual, portanto, a US Food and Drug Administration identificou recentemente a DSF como uma condição grave como parte de seu programa sobre o desenvolvimento de medicamentos orientados para a paciente. Recentemente, pesquisadores publicaram um estudo no JAMA que comparou uma terapia de estrogênio oral e outra transdérmica para o aumento da função sexual em mulheres pós-menopáusicas precoces.

 
Embora muitos estudos anteriores tenham revelado que o tratamento com estrogênios sozinho ou em combinação com a progesterona melhorou a função sexual, não houve comparação direta sobre a via nem composição dos estrogênios. O estudo auxiliar do Kronos Early Estrogen Prevention Study (KEEPS) tem como objetivo fazer exatamente isso: comparar a terapia de estrogênio oral e transdérmica. O estudo auxiliar é um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo de terapia hormonal da menopausa em mulheres saudáveis, que recentemente entraram na menopausa. Os dados foram coletados de julho de 2005 a junho de 2008, e analisados desde julho de 2010 a junho de 2017.

 
Das 727 participantes da KEEPS, 670 concordaram em participar do estudo. As mulheres tinham entre 42 e 58 anos e estavam dentro do prazo de 36 meses desde seu último período menstrual. Elas foram randomizadas para um dos três grupos:
– Estrogênio oral na dose de 0,45 mg/dia
– Estrogênio transdérmico na dose de 50 mcg/dia
– Placebo

 
As participantes dos dois primeiros grupos também receberam 200mg de progesterona micronizada oral ou placebo (se randomizadas para placebo estrogênio) por 12 dias por mês.

 
O estudo coletou os dados da função sexual na linha de base e aos 18, 36 e 48 meses. As participantes responderam ao questionário do Inventário de Função Sexual Feminina (sigla em inglês, FSFI) para avaliar os aspectos da função e experiência sexual: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Os escores do FSFI variaram de 0 a 36 pontos, em que os índices mais altos indicam melhor função sexual. A baixa função sexual (LSF) foi definida como uma pontuação geral da FSFI abaixo de 26,55.

 
Os resultados sugerem que o tratamento com estrogênio transdérmico modestamente melhorou a função sexual em mulheres pós-menopáusicas precoces, mas a sua efetividade nos sintomas de angústia segue desconhecida. Ao comparar a terapia com estrogênio oral e transdérmico, a opção transdérmica pode ser a melhor escolha.

 
N.daT.: O estudo não observou outras consequências da opção da terapia de estrogênio por via oral, por exemplo, o aumento de trombose e de arteriosclerose.

 
Traduzido e adaptado por Essentia Pharma.

 
Fonte: https://www.medicalnewsbulletin.com/comparing-oral-transdermal-estrogen-therapy/

 
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