Um novo estudo, conduzido por cientistas do Instituto Scripps Research (TSRI), Sistema de Saúde dos Assuntos de Veteranos de San Diego (VA), e da Universidade da Califórnia (UC) – Escola de Medicina de San Diego, mostra que o aumento de uma fundamental proteína da membrana que se liga ao colesterol nas células nervosas, localizadas no cérebro (neurônios), pode melhorar o aprendizado e a memória em camundongos idosos.

“Esta é uma nova estratégia para o tratamento de doenças neurodegenerativas, e ressalta a importância do colesterol no cérebro”, disse Chitra Mandyam, professora associada da TSRI e primeira coautora do estudo com Jan M. Schilling da UC San Diego e do VA.

 

O autor sênior Brian Head, cientista de pesquisa do VA e professor associado na UC San Diego, acrescentou, “trazendo de volta esta proteína, você está realmente trazendo o colesterol de volta para a membrana da célula, o que é muito importante para a formação de novos contatos sinápticos”.

 

O estudo, publicado na revista Biological Psychiatry, concentra-se em uma proteína da membrana específica chamada caveolin-1 (Cav-1) e amplia a compreensão dos cientistas de neuroplasticidade para a capacidade das vias neurais crescerem em resposta a novos estímulos. Os trabalhos anteriores da equipe de Head haviam mostrado que ao aumentar os níveis de Cav-1 ajuda-se na locomoção de colesteróis saudáveis envolvidos no crescimento dos neurônios e sinalização celular; no entanto, não ficou claro se este novo crescimento realmente melhorou a função cerebral ou de memória.

 

Para descobrir, os pesquisadores colocaram Cav-1 diretamente em uma região do cérebro conhecida como hipocampo em camundongos adultos e idosos. O hipocampo é uma estrutura que se supõe participar na formação de memórias contextuais – por exemplo, ao visitar um parque, se lembrar de um piquenique passado.

Além de melhor crescimento dos neurônios, os animais tratados demonstraram uma melhor recuperação de memórias contextuais – ao serem colocados em local que outrora haviam recebido choque elétrico, eles ‘congelaram’ – uma indicação de medo.

 

Mandyam e Head acreditam que esse tipo de terapia genética pode ser um caminho para tratar a perda de memória relacionada com a idade. Os pesquisadores agora estão testando em modelos de camundongos com doença de Alzheimer e, possivelmente, expandindo a pesquisa para tratar lesões, como lesão medular e lesão cerebral traumática. Mandyam afirmou que esta nova compreensão da Cav-1 e neuroplasticidade também pode ser relevante para a perda de memória devido ao uso de álcool e drogas. “Estamos muito interessados ​​em estudar se podemos manipular Cav-1 em outras áreas do cérebro.”

 

Fonte:http://www.sciencedaily.com/releases/2015/10/151020163028.htm

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