O sistema da oxitocina é conhecido por criar um laço entre uma mãe e seu bebê recém-nascido e como um candidato para o tratamento dos déficits sociais no autismo. No entanto, conseguir fazer chegar a oxitocina sintética no cérebro é um desafio devido à barreira hematoencefálica.Neste novo estudo, os pesquisadores Meera Modi, PhD, e Larry Young, PhD, demonstraram pela primeira vez o potencial de medicamentos de liberação de oxitocina para ativar o cérebro social, de criar laços e, acreditam eles, possivelmente para tratar déficits sociais em transtornos psiquiátricos.

Meera, que agora está na Pfizer, era uma estudante de pós-graduação no Centro de Pesquisa Yerkes, quando trabalhou com Young neste projeto. Young é chefe de divisão do Behavioral Neuroscience and Psychiatric Disorders do Yerks National Primate Research Center, professor William P. Timmie no departamento de psiquiatria da Escola Emory de Medicina, e pesquisador principal e diretor do NIH Silvio O. Conte Center de Emory.

Os pesquisadores usaram casais de arganazes do campo monogâmicos como índice de efeitos pró-sociais. Normalmente o acasalamento dos arganazes (roedores) é necessário para a liberação de oxitocina do cérebro, o que leva a um vínculo monogâmico. Pela primeira vez, no entanto, os investigadores de Yerkes mostraram uma droga que ativa os receptores de melanocortina e que estimula a liberação de oxitocina no cérebro, afetando as relações sociais. De acordo com Young, uma simples injeção da droga melanocortina rapidamente induziu a ligação de pares de arganazes machos e fêmeas sem o acasalamento, e essa ligação durou mesmo depois da droga já não mais estar atuando. Os pesquisadores também mostraram que a mesma droga ativou as células de oxitocina, então liberando oxitocina diretamente nos centros de recompensa do cérebro, responsáveis pela geração de associações.

Young acredita que esta nova habilidade para induzir um vínculo duradouro em arganazes significa que o medicamento também pode melhorar a atenção e aprendizagem a partir de informações sociais em pessoas que têm distúrbios sociais.

“A nossa última descoberta abre um novo caminho de investigação para aproveitar o poder do sistema da oxitocina no cérebro para aumentar a capacidade de processar informação social que poderia afetar profundamente o tratamento de distúrbios sociais, especialmente quando combinada com terapias comportamentais utilizadas no tratamento de crianças no espectro do autismo”, diz Young.

Sua perspectiva detalha as atuais grandes potencialidades e limitações de estratégias terapêuticas da oxitocina. Young e Barrett estão mais otimistas de que as abordagens da próxima geração de segmentação focando na oxitocina vai excitar o cérebro social, induzindo as células do cérebro à liberação de oxitocina. “Imagine uma droga que poderia induzir a atenção social e motivação como a de uma mãe amamentando seu bebê ou a ligação entre novos amantes. Isso é exatamente o que mostramos em nossa mais recente investigação relacionada com a oxitocina e a viabilidade desta química para ser um alvo terapêutico no reforço da função social dos transtornos psiquiátricos, como transtornos do espectro do autismo e esquizofrenia.”

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2015/03/150304104348.htm

 

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