Até hoje, muitos estudos já associaram a obesidade a patologias como diabetes tipo 2, hipertensão, câncer, problemas nos rins, entre outras, sendo que alguns detectaram que uma pequena perda de peso reduzia o risco dessas doenças.

Em adolescentes, a perda de apenas 8% do excesso de peso pode contribuir para amenizar as alterações metabólicas causadas pela obesidade.  O processo gradativo de emagrecimento, ou seja, adequar os hábitos alimentares a atividades físicas é capaz de manter a fome sob controle e tirar o adolescente da fase de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Um estudo conduzido pela equipe da professora Ana Dâmaso, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), avaliou durante um ano 77 adolescentes de 14 a 19 anos e peso entre 101 e 120kg. As mudanças propostas a eles incluíram exercícios físicos, dieta mais rica em frutas e verduras, além de hábitos como dormir mais cedo e por pelo menos 8 horas. Os primeiros resultados levaram 6 meses para aparecer – o que ocasionou desistência de boa parte dos participantes: de 132 restaram os 77 adolescentes que completaram o programa. Para os que permaneceram, os efeitos foram extremamente positivos.

O estudo publicado na Clinical Endocrinology em julho de 2013, identificou uma redução dos níveis mais altos de leptina – hormônio que controla a fome – para níveis quase normais em moças e rapazes adolescentes, resultado que apareceu no grupo que perdeu cerca de 8% da massa corporal. De acordo com esse estudo, a redução na taxa de leptina favoreceu o emagrecimento e contribuiu para a redução do chamado processo inflamatório subclínico, característico da obesidade.

Essa pesquisa demonstra que adultos obesos provavelmente têm de perder mais peso do que os adolescentes para desfazer as alterações metabólicas causadas pela obesidade, embora adultos também consigam mudar de hábitos. Os resultados e benefícios à saúde se tornam mais evidentes com a perda de 8% da massa corporal, no entanto, os ganhos são proporcionais à perda de peso – perde-se mais peso, ganha-se mais saúde.

Referências:

Fiovaranti, C. Grandes ganhos com pequena perda de peso. Revista Pesquisa Fapesp. Julho 2013.

Masquio, D.C.L. et al. The effect of weight loss magnitude on pro-anti-inflammatory adipokines and carotid intima-media thickness in obese adolescents engaged in interdisciplinary weight loss therapy. Clinical Endocrinology. 79, p. 55-64. 2013.

 

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