Responda: você está utilizando aspartame e/ou sacarina ou optando por produtos de baixa caloria com estes compostos  na tentativa de perder ou controlar seu peso?

Na contramão da crença popular o aspartame e sacarina podem, por exemplo:

  • Estimular o apetite;
  • Aumentar a compulsão por carboidratos;
  • Estimular o armazenamento de gordura e, consequentemente, ganho de peso.

O estudo comprovou que aspartame e/ou sacarina ocasionaram mais ganho de peso que o açúcar e que a teoria de que alimentos e bebidas adoçados artificialmente ajudam a perder peso pode ser um grande engano. Mesmo para os diabéticos – em pesquisas recentes o aspartame piorou a sensibilidade à insulina.

O estudo, que será publicado na edição de janeiro de 2013 da Journal Appetite, foi feito por uma equipe brasileira da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ratos foram alimentados com iogurte natural adoçado com aspartame (0,4%),ou sacarina (0,3%)ou sacarose (20%), ração e água adicionados à dieta durante 12 semanas e sem atividade física. Segundo a pesquisa, os resultados mostraram que a adição dos adoçantes artificiais ao iogurte resultou em ganho de peso comparado à sacarose, e a ingestão calórica mantendo-se a mesma entre os grupos.

Comparando os tipos de edulcorantes utilizados nos iogurtes, os autores concluíram que o maior ganho de peso foi promovido pela utilização de sacarina ou aspartame e pode estar relacionado com a ingestão de calorias. Sugere-se que uma diminuição no gasto de energia ou um aumento na retenção de fluidos pode estar envolvido.

Mas se um dos grupos consumia iogurte com aspartame e/ou sacarina que sabidamente é menos calórico, por que as dietas possuem a mesma quantidade de calorias?

A situação ocorreu devido ao aumento do consumo de ração pelos ratos que receberam iogurte adoçado com aspartame e/ou sacarina. Este tipo de compensação foi encontrado em estudosanteriores, sugerindo que quando o corpo recebe a sensação de sabor doce, porém sem as calorias, ela afeta negativamente seus mecanismos de controle do apetite, causando aumento dos desejo por comida.1

Uma revisão científica publicada em 2010 no Journalde Biologia e Medicina de Yale (YJBM) discutiu a neurobiologia sobre o desejo por doces e o efeito no controle de apetite dos edulcorantes artificiais. Muitos estudos prospectivos encontraram correlações afirmativas entre o uso de adoçantes artificiais (como os citados no texto) e ganho de peso, e isto se deve ao aumentodo apetite pelo doce. Por ser mais calórico, a ingestão do açúcar (sacarose) gera respostas biológicas que indicam ao cérebro a necessidade de energia atingida, dando a sensação de saciedade.2 Mas essa hipótese ainda requer mais estudos.

Outro motivo que desencadeia a hipótese do aspartame aumentar o peso corporal: a fenilalanina e o ácido aspártico – os aminoácidos que compõem 90% do aspartame – são conhecidos por estimular a rápida liberação de insulina e leptina, hormôniosenvolvidos na saciedade e armazenamento de gordura.

Níveis elevados de insulina e leptina estão por trás da obesidade, diabetes e tantas outras doenças crônicas atuais. Com o passar dos anos, o organismo exposto constantemente a esses hormônios torna-se resistente até o momento em que o corpo não “responde” mais a esses estímulos. Assim, mensagens como “parar de comer”, “queimar gordura” ou “sensibilidade ao doce” não são mais assimiladas pelo organismo.

Bom, está se comprovando que aspartame e/ou sacarina geram respostas biológicas diferentes do açúcar que podem favorecermais o ganho de peso. Porém, quando consumimos açúcares e carboidratos demasiadamente, uma cascata de reações químicas no corpo gera a sensação de fome e desejo por doces, de forma igual ou até maior. Assim, sugere-se dar preferência aos alimentos in natura ou adoçados com edulcorantes naturais como alternativas para a perda ou controle do peso corporal e controle da resistência insulínica.

Referências
(1) Feijó, F. M. et al. Saccharin and aspartame, compared with sucrose, induce greater weight gain in adult Wistar rats, at similar total caloric intake levels.

(2) Swithers, S.E., Davidson, T.L. A role for sweet taste: calorie predictive relations in energy regulation by rats. BehavNeurosci. 2008 Feb; 122(1):161-73.

(3)Yang, Q. Gain weight by “going diet?” Artificial sweeteners and the neurobiology of sugar cravings. Appetite, Volume 60, 1 January 2013, Pages 203–207.

(4) Fowler, S.P., Williams, K., Resendez, R.G., Hunt, K.J., Hazuda, H.P., Stern, M.P. Fueling the obesity epidemic? Artificially sweetened beverage use and long-term weight gain. Obesity (Silver Spring). 2008 Aug;16(8):1894-900.

 

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