A infertilidade, definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais desprotegidas, é uma doença reprodutiva comum que afeta, aproximadamente, 15% dos casais que tentam engravidar. Tecnologias de reprodução assistida (TRA), que incluem a fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), tornaram-se as principais modalidades de tratamento para casais que enfrentam a infertilidade. Na Europa, existe uma associação benéfica entre a suplementação, na fase pré-concepcional, de folato e vitamina B12 a muitos resultados benéficos em gravidez precoce entre casais submetidos a TRA, mas resultados mistos foram encontrados em relação à gravidez clínica e taxas de nascimentos.

 

Recente ensaio clínico, publicado em Journal of Clinical Nutrition, investigou se níveis mais elevados de folato e vitamina B12 séricos podem aumentar o sucesso reprodutivo em uma coorte de 100 mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida no Massachusetts General Hospital Fertility Center – um centro médico acadêmico nos EUA.

 

Os níveis sanguíneos de vitamina B12 e ácido fólico – ambos conhecidos por serem nutrientes essenciais no desenvolvimento embrionário inicial -, foram medidos entre o terceiro e o nono dia do tratamento de fertilidade. Os resultados se apresentaram como segue:

 

As mulheres no quartil mais alto de folato sérico (> 26,3 ng/mL) tinham (IC 95%: 0,99, 2,65) 1,62 vezes a probabilidade de nascimento vivo, em comparação com as mulheres no quartil mais baixo (<16,6 ng/ml). Mulheres no quartil mais elevado de níveis séricos de vitamina B-12 (> 701 pg/mL) tinham (IC 95%: 1,14, 3,62) 2,04 vezes a probabilidade de nascimento vivo em comparação com as mulheres no quartil mais baixo (<439 pg/mL). Também observou-se evidências sugestivas de uma interação: mulheres com maiores concentrações de folato e B-12 séricos do que a mediana tiveram (IC 95%: 1,12, 3,29) 1,92 vezes a probabilidade de nascimento vivo, em comparação com mulheres com concentrações menores ou igual à mediana. Isso se traduziu em uma diferença ajustada em taxas de nascidos vivos de 26% (IC 95%: 10%, 48%, P = 0,02).

 

Foi concluído, portanto, que altas concentrações séricas de folato e vitamina B12, antes de TRA, estão associadas com aumento da possibilidade de nascimento com vida. Além disso, as mulheres com concentrações séricas mais elevadas tanto de folato quanto de vitamina B12, apresentaram uma maior probabilidade de sucesso reprodutivo.

 

Fonte:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26354529

 

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