Cerca de 230 articulações são usadas diariamente para executar nossas tarefas cotidianas. Tão importantes quanto os ossos e músculos, elas que nos dão sustentação e permitem nossos movimentos.
 
As articulações são formadas por cartilagem, líquido sinovial e uma cápsula articular que protege e reveste toda essa estrutura. A cartilagem presente na extremidade do osso é constituída por aproximadamente 60% de colágeno tipo II e funciona como um amortecedor que evita o contato e atrito entre os ossos. O líquido sinovial, inserido dentro da cápsula articular, atua como um lubrificante para toda essa engrenagem funcionar.
 
Por razões multifatoriais como inflamação crônica, fraqueza muscular, envelhecimento natural, exercícios de impacto, sobrepeso ou obesidade, nossas articulações desgastam-se podendo gerar um processo de inflamação e dor. A degeneração ou desgaste da articulação é a artrose, também chamada de osteoartrose.
 
Com o aumento da expectativa de vida, o número de casos de artrose tem aumentado exponencialmente. Estima-se que cerca da metade da população com idade superior a 50 anos seja acometida por essa degeneração – segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, 85% das pessoas com 75 anos têm evidências radiológicas de degeneração nas articulações e dessas, cerca de 30% queixam-se de dores, inchaço e rigidez nas articulações comprometendo a mobilidade e qualidade de vida.
 
Desgaste das articulações e sobrepeso:
 
As propriedades da cartilagem articular atingem seu pico por volta dos 30 anos de idade e posteriormente se deterioram progressivamente, principalmente na região do joelho e quadris. Os atletas ou pessoas muito ativas, devido à força e impacto que submetem suas articulações, estão bastante suscetíveis ao desenvolvimento precoce do desgaste articular.
Um estudo avaliou 700 atletas aposentados (com mais de 50 anos), e concluiu que o risco do desenvolvimento de desgaste articular é 85% maior nos atletas quando comparados àqueles que praticavam pouco ou nenhum esporte. Além disso, o excesso de peso (ou musculatura fraca) sobrecarrega as articulações tanto quanto as atividades físicas de alto impacto.
Um estudo radiológico em mais de 5.000 mulheres com sobrepeso mostrou um aumento de 80% de chances do desenvolvimento de artrose bilateral no quadril.
 
Um IMC (Índice de Massa Corporal) de 30-35 kg/m2 propicia quatro vezes mais chances do desenvolvimento de artrose quando se compara a um IMC menor que 25 kg/m2. Acredita-se que cada quilo excedente é capaz de exercer uma pressão extra de 4 Kg nos joelhos. Isso significa que uma pessoa que esteja 10 Kg acima do peso pode estar aplicando uma pressão extra nos joelhos de 40Kg – e toda essa sobrecarga sobre os joelhos aumenta as chances do desenvolvimento de artrose.
 
Benefícios do colágeno para o tratamento da artrose
 
Geralmente, o tratamento da artrose é feito para aliviar a sintomatologia com medicamentos como AINES (anti-inflamatórios não esteroides) e corticoides. Como alternativa ao uso dessa tradicional terapia, a associação sinérgica de alguns elementos pode auxiliar esses pacientes, além de reduzir a inflamação local e consequentemente a dor, a promover a formação da cartilagem articular comprometida com o processo de degeneração.
Entre eles, destaque para:
• Colágeno tipo I na forma de peptídeos
• Colágeno tipo II não desnaturado
• Vitaminas
• Minerais.
 
Recentes estudos clínicos confirmam que o colágeno promove alívio significativo da dor, retarda a progressão da degeneração articular e também reduz a inflamação local.
 
Os benefícios da ação se estendem para os pacientes acometidos com a artrite reumatoide, doença autoimune que também compromete a região da articulação através da inflamação local, e pode, inclusive, levar a artrose. A sinergia de peptídeos de colágeno tipo I, colágeno tipo II não desnaturado, vitaminas e minerais também auxiliam na regeneração das articulações.