Após muitos estudos in vitro e in vivo, por mais de duas décadas, foi publicado em Nutrition o primeiro estudo de intervenção prospectivo sobre o efeito antioxidante do berry açaí.  E os resultados são positivos.1

 

Um estudo prospectivo é aquele que os sujeitos são divididos em grupos, que são expostos ou não à substância sob investigação, antes da manifestação dos resultados da intervenção. Ele é fundamental para a medicina baseada em evidência.

 

O açaí, um pequeno berry (tipo de amora, baga) de cor roxo escuro, nativo do Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador, entre outros, tem feito parte da dieta das comunidades indígenas há muito tempo e vem mostrando propriedades antioxidantes poderosas graças ao alto nível de antocianinas que contém. As antocianinas, pigmento pertencente ao grupo dos flavonoides, são responsáveis por uma grande variedade de cores de frutas, flores e folhas, com tons vermelho vivo, roxo e azul. Sua função pode ser desde atrair animais (polinização ou dispersão de sementes), proteger as plantas contra a luz ultravioleta (UV), e reduzir a produção de radicais livres (antioxidante), dependendo de onde se localizam, se nos caules, folhas, flores ou frutos.

 

Esse pigmento encontrado no açaí vem sendo descoberto como muito benéfico para a saúde: A sua polpa demonstra afetar a sinalização das células, atividade de enzimas, manutenção do equilíbrio oxidante/antioxidante, sensitividade de receptores, regulação de genes e redução de produção das pró inflamatórias citocinas.

 

As suas propriedades antioxidante e anti-inflamatória, de acordo com estudo de pesquisadores da Universidade Tufts (AIBMR Life Sciences), podem inclusive estar associadas com memória, cognição e funcionamento geral do cérebro, confirmando outros que já apontavam para esta conclusão.2-7

 

No estudo em questão, pesquisadoras brasileiras recrutaram 35 mulheres saudáveis e as designaram ao consumo de 200g/dia de polpa de açaí durante 4 semanas. Amostras de sangue foram coletadas no início e término da intervenção e indicaram aumentos da atividade da catalase e capacidade antioxidante total, mas não constataram mudanças significativas nas atividades das enzimas superóxido dismutase (SOD) ou glutationa peroxidase (GPx).

 

Não ocorreu mudanças significativas nas características antropométricas e bioquímicas, tais quais, peso corporal, BMI, circunferência da cintura, pressão sanguínea, colesterol, glicose sanguínea e insulina. Porém, foi observado reduções na concentração da proteína carbonil, que é um marcador de danos de oxidação proteica, e um aumento da concentração de grupos sulfidrila, que são marcadores da capacidade antioxidante.

 

As pesquisadoras concluíram: “Estes resultados mostram o benefício antioxidante do açaí dietético para as mulheres saudáveis incluídas no presente estudo, e podem aumentar a compreensão das propriedades benéficas para a saúde desta fruta”.

 

Fonte: http://www.nutritionjrnl.com/article/S0899-9007%2815%2900527-4/abstract

 

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