Além de sua longa lista de benefícios para a saúde, a dieta mediterrânea pode ser capaz de “reduzir o risco de câncer de mama”, de acordo com um novo estudo realizado na Espanha.

No estudo, os pesquisadores descobriram que as mulheres que seguiram uma dieta mediterrânica, com elevado uso de azeite de oliva extra-virgem tiveram 68% menos probabilidade de desenvolver câncer de mama do que aquelas que foram aconselhadas a somente reduzir a quantidade de gordura em suas dietas.

 

No estudo, 4.152 mulheres pós-menopáusicas que nunca tiveram câncer de mama foram convidadas a seguir uma das três dietas: Um dieta mediterrânea rica em azeite de oliva extra-virgem (o azeite representou 15% de suas calorias diárias), a segunda, uma dieta mediterrânea rica em nozes, e a terceira, uma dieta controle, na qual as mulheres foram aconselhadas a reduzir a quantidade de gordura que comiam. Após cerca de cinco anos, 35 mulheres no estudo desenvolveram câncer de mama.

 

As mulheres do grupo azeite de oliva extra-virgem foram as menos propensas ao risco da doença. Os pesquisadores também observaram uma ligeira diminuição no risco para as mulheres no grupo ‘nozes’, mas isso não foi estatisticamente significante (o que significa que poderia ter sido devido ao acaso), de acordo com o estudo publicado no JAMA Internal Medicine.

 

A dieta mediterrânica contém muitos componentes sugeridos como possuidores de efeitos antitumorais, Dr. Miguel Martinez-Gonzalez, professor de medicina preventiva da Universidade de Navarra, Espanha, e coautor do estudo, relatou ao Live Science por e-mail. Em particular, o azeite de oliva extra-virgem é rico em compostos chamados polifenois, que têm sido mostrados em estudos de laboratório como possuidores de efeitos anticâncer.

 

De fato, o estudo descobriu que quanto maior o percentual de calorias provindas do azeite de oliva extra-virgem na dieta das mulheres, menor seu risco de desenvolver câncer de mama. “Para cada adicional de 5% de calorias provenientes do azeite de oliva extra-virgem, o risco era reduzido em 28%”, afirmou o Dr. Martinez-Gonzalez.

 

No entanto, os pesquisadores não sabem se o risco mais baixo foi devido ao azeite de oliva, por si próprio, ou se foi o efeito dele trabalhando em combinação com o resto da dieta, disse.

 

A dieta mediterrânea – rica em plantas, peixes e azeite, e pobre em carne e produtos lácteos – foi mostrada para reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, de acordo com o estudo. E um estudo de 2015 sugeriu que a dieta pode ajudar a evitar o declínio cognitivo.

 

Estudos anteriores também mostraram um risco reduzido de câncer de mama em mulheres que ingerem uma dieta mediterrânea, disse Martinez-Gonzalez.

A força do novo estudo é que, ao contrário desses estudos anteriores, em que as mulheres foram solicitadas a relatar o que ingeriam, as participantes do novo estudo foram randomizadas para uma dieta específica, o que elimina certos fatores que podem influenciar os resultados, relatou o Dr. Mitchell Katz, vice editor do JAMA e autor de um editorial sobre o estudo.

 

Katz escreveu no editorial que o estudo teve limitações, incluindo o pequeno número de casos de câncer de mama, e sendo todas as participantes brancas e na pós-menopausa com risco de doença cardíaca.

Os próximos passos seriam fazer estudos maiores em locais onde a dieta mediterrânea não é tão comumente consumida, disse ele ao Live Science.

Ainda assim, ele incentiva às mulheres para experimentar a dieta: “Embora nenhuma dieta seja perfeita, a dieta mediterrânica rica em azeite é bem provável ser positiva para a sua saúde”.

 

Martinez-Gonzalez concordou. As mulheres devem ser encorajadas a consumir mais azeite de oliva extra-virgem, saladas com vegetais frescos e utilizarem as frutas como sobremesa, disse ele.

O consumo feminino de carne vermelha e carne processada, sobremesas doces, refrigerantes e fast food deve ser reduzido.

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte:http:http://www.livescience.com/52155-mediterranean-diet-breast-cancer.html

 

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