Um estudo realizado por pesquisadores da Rowan University  School of Osteopathic Medicine (RowanSOM) e Rutgers New Jersey Medical School (NJMS) é o primeiro a relatar uma associação entre bisfenol-A (BPA), um plastificante comum usado em uma variedade de embalagens de alimentos e bebidas, com o transtorno do espectro do autismo (TEA) em crianças.

A pesquisa aparece online em Autism Research.

“Há anos que se suspeita do envolvimento do BPA no autismo, mas não havia nenhuma evidência direta”, afirmou T. Peter Stein, de RowanSOM e principal autor do estudo. “Nós mostramos que há uma ligação. O metabolismo do BPA é diferente em algumas crianças com autismo do que em crianças saudáveis.”

A equipe — que incluiu Margaret Schluter e Robert Steer, de RowanSOM, responsáveis pela análise laboratorial, e Xue Ming, neurologista infantil do NJMS, que recrutou e verificou as populações do estudo — analisou amostras de urina de 46 crianças com TEA e 52 crianças saudáveis do grupo controle, tanto para livre de BPA e concentrações totais de BPA. Como muitos produtos químicos, o BPA se torna solúvel em água quando se liga à glicose no fígado – um processo chamado glicuronidação. A conversão de um glicuronídeo e, em seguida, sua excreção através da urina é uma importante via para a remoção de toxinas do corpo.

Os pesquisadores também realizaram uma análise metabolômica para triagem de todos os produtos químicos encontrados na urina das crianças, resultando a média estatisticamente significante de correlações entre os metabolitos detectados e o número total de BPA excretado ser aproximadamente três vezes maior no grupo TEA em comparação com o grupo controle, e o número de correlações estatisticamente significativas com fração de BPA foi 15 vezes mais elevado nas crianças com TEA (p <0,001).

“Outros estudos envolvendo dados de roedores mostraram que o BPA funciona como um disruptor endócrino, mas o nosso estudo é o primeiro a mostrar isso em seres humanos e a associá-lo ao autismo”, disse Stein. “As observações mostram que para algumas crianças houve uma relação entre o metabolismo intermediário, a capacidade de conjugar BPA e sintomas do autismo.”

Embora o estudo envolva um número relativamente pequeno de indivíduos, Stein concluiu: “O ponto-chave é que o estudo parece associar o BPA ao autismo e cria uma área nova para futuras pesquisas. Uma implicação do nosso estudo é que pode haver um benefício para mulheres grávidas e crianças com autismo em reduzir a exposição ao BPA”.

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2015/03/150302150723.htm

 

 

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