Estudo publicado no JACC, que acompanhou 4.500 adultos por 2 décadas concluiu que adultos que caminhavam a passos largos, eram moderadamente ativos nas atividades de lazer, bebiam moderadamente, não fumavam e evitavam a obesidade, tinham metade do risco de insuficiência cardíaca em comparação com os que não seguiam essas características.

A insuficiência cardíaca, uma condição em que o coração não consegue bombear tanto sangue quanto necessário, está aumentando em frequência nos Estados Unidos e é uma das principais causas de hospitalização de pessoas com mais de 65 anos de idade.

 

Os investigadores neste estudo, liderados por Liana C. Del Gobbo, Ph.D., da Friedman School of Nutrition Science and Policy, Universidade Tufts, acompanharam, durante 21.5anos, 4.490 homens e mulheres com no mínimo 65 anos, que inicialmente não apresentavam sinais de insuficiência cardíaca, registrando a dieta, hábitos de caminhada, atividade de lazer, intensidade de exercício, consumo de álcool, tabagismo, peso, altura, circunferência da cintura e saúde do coração através de questionários e exames físicos durante todo o período do estudo. Durante o estudo, ocorreram 1.380 casos de insuficiência cardíaca.

 

Descobriram que os adultos que andavam em um ritmo de 3.22km/h ou mais rápido tiveram um menor risco de desenvolver insuficiência cardíaca. A participação de atividades de lazer que queimavam mais de 845 calorias por semana, o não tabagismo, a modesta ingestão de uma ou mais bebidas alcoólicas por semana (mas não mais do que 1 a 2 bebidas/dia), e a não obesidade também foram associados com taxas reduzidas de insuficiência cardíaca.

Os participantes que otimizaram quatro ou mais dos comportamentos saudáveis ​​estudados tiveram metade da probabilidade de ter insuficiência cardíaca comparados aos que não aderiram.

 

Os pesquisadores também rastrearam quatro padrões alimentares diferentes, incluindo a dieta Dash (Dietary Approaches to Stop Hypertension, em português, ‘Abordagem Dietética para Parar a Hipertensão’), e uma nova pontuação dietética baseada no American Heart Association’s 2010 Impact Goals, mas não encontraram nenhuma relação entre padrões dietéticos estudados e insuficiência cardíaca. A intensidade do exercício não foi tão importante quanto uma caminhada ritmada e atividade de lazer.

 

“É encorajador saber que os adultos mais velhos podem fazer mudanças simples para reduzir o risco de insuficiência cardíaca, como engajar-se em atividade física moderada, não fumar e manter um peso saudável. Embora os padrões dietéticos não foram relacionados ao risco de falência do coração neste estudo, fazer uma dieta saudável é de importância crítica para a prevenção de outras doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras doenças crônicas”, relatou a Dra. Liana.

 

No editorial que acompanha o estudo, David J. Maron, MD, e Sharon A. Hunt, MD, observaram que é difícil avaliar as intervenções de estilo de vida em ensaios clínicos randomizados, o padrão-ouro para tratamentos médicos, mas esta análise fornece evidências que apoiam intervenções acessíveis de estilo de vida.

 

“Faz sentido para nós e nossos pacientes andar rapidamente, beber moderadamente (com responsabilidade), evitar a obesidade e não fumar”, escreveram os autores. “Nós já sabemos que estes comportamentos já trazem benefícios amplos a saúde e a prevenção de insuficiência cardíaca pode ser uma vantagem adicional”.

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2015/07/150706154849.htm#.VaGxzMTw4Wk.email

 

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