Resultados preliminares mostram que homens que consumiram mais flavonoides desenvolveram a forma menos agressiva da doença.

Pacientes com câncer de próstata que antes do diagnóstico rotineiramente consumiam boas porções de flavonoides, compostos encontrados em frutas e hortaliças, podem ter menor risco de desenvolver a forma mais agressiva da doença, sugere um novo estudo. Porém, pesquisadores observaram que, devido às limitações da própria pesquisa, é muito cedo para concluir que uma dieta baseada em vegetais protege totalmente contra o câncer de próstata.

Os flavonoides são compostos encontrados em vegetais e frutas, tais como chá, frutas vermelhas, vinho e cacau. Há a teoria de que esses antioxidantes podem auxiliar na redução do risco do câncer por combater a inflamação, a oxidação celular e o crescimento de células tumorais. Protegem o organismo do dano produzido por agentes oxidantes como os raios ultravioletas, poluição ambiental, substâncias químicas presentes nos alimentos, estresses, dentre outros. O organismo humano não produz essas substâncias químicas protetoras, cabendo ao homem obtê-las por meio da alimentação.

O novo estudo apresentado na Reunião Anual da Associação para Pesquisa do Câncer, em outubro de 2012, nos EUA, não avaliou a capacidade geral dos flavonoides em prevenir o aparecimento de câncer. Mas a investigação, envolvendo cerca de 1900 pacientes recém-diagnosticados com câncer de próstata, notou que aqueles cujas dietas incluíam maior quantidade de flavonoides tiveram 25% menos probabilidade de ser diagnosticado com a forma mais agressiva da doença em comparação aos que consumiram menos flavonoides.

Os autores analisaram questionários dos hábitos alimentares dos pacientes, que incluíram 920 negros e 977 brancos. Nenhuma intervenção dietética foi imposta após o diagnóstico. Homens fumantes e com menos de 65 anos pareceram obter mais benefícios relacionados ao consumo de frutas e vegetais.

Os autores identificaram os chás verde e preto, suco de uva e laranja como as principais fontes de flavonoides consumidos pelos participantes do estudo. Morango, cebola, verduras cozidas, couve e brócolis também eram alimentos populares ricos em flavonoides  presente na dieta dos participantes. Não foi observado um efeito de maior proteção de uma única classe de frutas ou vegetais, levando à conclusão que o benefício estava em uma mistura de todos os flavonoides da dieta.

Uma vez que os pacientes não foram randomizados e controlados, resultados específicos das ações dos flavonoides não podem ser avaliados. Como o estudo foi apresentado em uma reunião médica, os dados e conclusões devem ser vistos como preliminares até a publicação em um Journal.

Fonte: Medline@American Association for Cancer Research annual meeting, Anaheim, Calif.

 

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