Nos últimos 40 anos, o uso da frutose, um carboidrato simples derivado de frutas e legumes, tem aumentado em dietas americanas por causa da adição de xarope de milho em muitos refrigerantes e produtos ​​processados, sendo ela atualmente responsável por 10% da ingestão calórica dos cidadãos norte-americanos. Adolescentes do sexo masculino são os maiores consumidores, derivando entre 15 a 23% de suas calorias a partir da frutose – três a quatro vezes mais do que os níveis máximos recomendados pela American Heart Association.

O estudo “A frutose diminui a atividade física e aumenta a gordura corporal sem afetar a neurogênese no hipocampo e a aprendizagem em relação a uma dieta isocalórica à base de glicose” foi publicado no Scientific Reports.

 

“A associação entre o aumento da ingestão de açúcar, especialmente frutose, e a epidemia de obesidade tem sido debatida por muitos anos sem chegar a conclusões claras”, relatou Catarina Rendeiro, uma pós-doutoranda de pesquisa afiliada do Instituto Beckman para Ciência e Tecnologia Avançada e principal autora do estudo: “A realidade é que as pessoas não só estão consumindo mais frutose através de suas dietas, mas também mais calorias em geral. Uma das questões-chave é saber se um aumento na ingestão de frutose contribui para a obesidade na ausência de ingestão calórica excessiva”.

 

Os pesquisadores, sob a direção de Justin Rhodes da Neuro Tech Group de Beckman e professor de psicologia na Universidade do Illinois, estudou dois grupos de camundongos por dois meses e meio: um grupo foi alimentado com uma dieta em que 18 por cento das calorias vinha de frutose, imitando o consumo dos adolescentes nos Estados Unidos, e o outro foi alimentado com 18 por cento a partir da glicose.

 

“O importante a notar é que os animais de ambos os grupos experimentais tiveram a ingestão habitual de calorias para um camundongo”, disse Rendeiro. “Eles não estavam comendo mais do que deveriam e ambos os grupos tiveram exatamente a mesma quantidade de calorias provenientes de açúcar, a única diferença era o tipo de açúcar: ou frutose ou glicose.”

 

Os resultados mostraram que os camundongos alimentados com frutose apresentaram aumento significativamente no peso corporal, massa do fígado e massa de gordura em comparação com os do grupo glicose.

 

“Em estudos anteriores, os aumentos no consumo de frutose foram acompanhados por aumentos no consumo global de alimentos, por isso era difícil saber se os animais engordam devido à própria frutose ou simplesmente porque eles estavam comendo mais”, disse Rhodes.

 

Notavelmente, os pesquisadores também descobriram que não só eram os camundongos alimentados com frutose que ganharam peso, mas também eram menos ativos.

 

“Nós não sabemos por que os animais se movem menos quando na dieta de frutose”, disse Rhodes. “No entanto, estima-se que a redução da atividade física poderia ser responsável pela maior parte do ganho de peso.”

 

“Os fatores bioquímicos também poderiam entrar em jogo na forma como os camundongos respondem à dieta rica em frutose”, explicou Jonathan Mun, outro autor do estudo. “Sabemos que, contrariamente à glicose, a frutose ultrapassa certos passos metabólicos que resultam num aumento da formação de gordura, principalmente no tecido adiposo e fígado.”

 

Fonte: http://www.sciencedaily.com/releases/2015/06/150601122540.htm

 

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