Um pequeno e novo estudo sugere que as mulheres que sofrem de enxaqueca apresentam diferentes níveis de certas gorduras no sangue em comparação com mulheres que não apresentam a condição. Se confirmado, os pesquisadores disseram que as novas descobertas podem levar a um exame de sangue que poderia diagnosticar os pacientes com enxaqueca.

Atualmente, os pacientes são diagnosticados com enxaqueca com base nos sintomas que relatam, disse o autor do estudo Dr. B. Lee Peterlin, da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore. “Em outras palavras, não há nenhum teste de sangue ou biomarcador que pode nos ajudar a diferenciar” as pessoas que têm enxaquecas daquelas que não têm.

 

No estudo, os pesquisadores examinaram amostras de sangue de 52 mulheres com enxaqueca episódica e 36 mulheres que não apresentam qualquer dor de cabeça.  A “enxaqueca episódica” significa ter enxaquecas até 14 dias por mês; mais do que este número diz-se enxaqueca crônica. As participantes do estudo tinham dores de cabeça cerca de seis dias por mês, em média.

 

Os investigadores testaram as amostras de sangue para uma classe de lipídios anteriormente observada por desempenhar um papel na regulação do equilíbrio de energia e inflamação. Descobriu-se que os níveis de lipídios chamados ceramidas foram menores nas mulheres com enxaqueca episódica (6.000ng/ml) do que nas mulheres que não sofrem de qualquer dor de cabeça (10.500ng/ml).

 

Além disso, também descobriu-se que o risco das mulheres apresentarem enxaquecas aumentou com os níveis mais elevados de um lipídio diferente, chamado esfingomielina.

 

Esses resultados sugerem que os lipídios examinados no estudo podem estar envolvidos na causa da enxaqueca; no entanto, os pesquisadores afirmaram que é necessário um estudo mais aprofundado.

 

Em outro experimento, no mesmo estudo, os investigadores analisaram os níveis de lipídios em amostras de sangue de 14 participantes, sem saber quais das mulheres tinham enxaquecas e conseguiram identificá-las corretamente.

 

“Este estudo é uma contribuição muito importante para a compreensão dos fundamentos da enxaqueca e pode ter efeitos de grande alcance no seu diagnóstico e tratamento, se os resultados forem replicados”, Dr. Karl Ekbom, do Instituto Karolinska, na Suécia, escreveu em um editorial que acompanha o estudo e do qual ele não estava envolvido, publicado na revista Neurology.

 

No entanto, Ekbom observou que o estudo apresentou algumas limitações: Todos os participantes eram mulheres, e não incluiu pessoas com enxaquecas crônicas, que têm dores de cabeça 15 ou mais dias por mês. Pesquisas anteriores já haviam ligado enxaquecas a problemas do metabolismo lipídico, como a hipercolesterolemia, uma condição na qual as pessoas têm níveis muito elevados de colesterol no sangue.

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte: http://www.livescience.com/52128-migraines-headache-blood-fats.html

 

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