Embora existam inúmeros estudos acerca dos benefícios do ômega 3 na função cerebral, muitas pessoas ainda duvidam da capacidade desses ácidos graxos essenciais em melhorar a memória.

A equipe de pesquisa avaliou, por meio de testes cognitivos e hemograma, 11 jovens antes e depois de 6 meses de suplementação de 2g/dia de ômega 3. O que eles queriam saber é se o ácido graxo aumentaria a capacidade e disponibilidade da VMT2 – proteína transportadora de neurotransmissores, tais como dopamina, norepinefrina, serotonina e histamina – através do núcleo estriado, estrutura do cérebro que se liga ao córtex frontal. Se a função desta proteína é inibida ou comprometida, neurotransmissores como a dopamina não são liberados em uma sinapse normal. Resultado: falha na memória. A partir daí, surgiu mais uma hipótese: a suplementação de ômega 3 poderia aumentar os estoques de dopamina e, consequentemente, melhorar a memória?

Após a análise dos resultados, foram feitas duas observações importantes do estudo. A primeira é que o bom desempenho da memória dos jovens antes da suplementação foi associado aos níveis mais altos de DHA nas hemácias. Em estudos anteriores, níveis séricos mais elevados de DHA foram relacionados ao melhor desempenho em testes de raciocínio verbal e memória de longo prazo em indivíduos de meia-idade, o que torna a primeira avaliação consistente. A segunda é que quando analisados os níveis de DHA e EPA (componentes do ômega 3) nas hemácias, notou-se que aumentaram em 1,75 e 4,5 vezes, respectivamente, após a suplementação de 6 meses de ômega 3 e, juntamente, melhorou mais ainda o desempenho da memória dos jovens. Além disso, os resultados do consumo aumentado de ácidos graxos ômega 3 (EPA e DHA) foi coerente com outros estudos clínicos que avaliaram seus efeitos pró-cognitivos.

“Os resultados surpreenderam, pois, a memória que normalmente é boa para essa faixa etária, ficou ainda melhor”, diz Bita Moghaddam, autor do projeto e professor de neurociência da universidade. “Atualmente não há um medicamento que ofereça resultados semelhantes”, completa. Não houve resultados significativos diante da hipótese inicial de aumentar as reservas de dopamina.

O estudo evidenciou o papel do DHA na proteção cerebral e seus efeitos anti-inflamatórios, que contribuem na função cognitiva, como melhora da atenção, raciocínio e concentração. A ingestão isolada de DHA oferece outra vantagem: um indivíduo que opte pela ingestão de maior número de cápsulas de ômega 3 na intenção de promover a função cognitiva, pode se beneficiar com o consumo de menor número de cápsulas de DHA concentrado e aderir ao tratamento por mais tempo.

Referências:

Narendran, R. Improved Working Memory but No Effect on Striatal Vesicular Monoamine Transporter Type 2 after Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acid Supplementation. PLOS ONE, October 2012. Volume 7, Issue 10.

Women´s Health Alert@Dez 2012.

Catálogo Essential@2012.

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