Ser diagnosticada com endometriose – e problemas de fertilidade que podem estar associados – pode trazer uma montanha-russa de emoções, de choque e negação à raiva e depressão. Mas você não está sozinha e algumas estratégias simples podem ajudá-la.

Danielle Alvarez, 29, tem vivido com os efeitos físicos da endometriose desde que começou a ter períodos menstruais dolorosos na escola. Agora que está casada e tentando ter um filho, a dor é mais do que física – ela está também vivendo os efeitos emocionais da infertilidade e problemas reprodutivos. Ela diz que muitas vezes se sente estressada e sobrecarregada, mas sente que a presença de um grupo de apoio é de grande ajuda.

 

“Eu tento recuperar forças, falando com meus amigos e, especialmente, com os membros do meu grupo de apoio, como através da escrita também”, conta Alvarez, que é uma conselheira de saúde mental, Washington, D.C. “Há sempre algo novo para se tentar, na medida em que novos medicamentos e tratamentos alternativos aparecem -. Isso me dá mais esperança.”

 

Os altos e baixos dos problemas reprodutivos

Enfrentar os problemas reprodutivos que podem vir com a endometriose – uma condição na qual o tecido que normalmente reveste o útero começa a crescer em outras partes do corpo – pode ser tão difícil emocionalmente como fisicamente, mas a carga não tem que ser só sua para carregar. Seu médico pode ajudá-la, referindo-a a um grupo de apoio ou a um psicólogo especializado em questões reprodutivas e, às vezes, simplesmente afirmando o seu sofrimento emocional.

 

“Se uma mulher foi diagnosticada com endometriose, o que resulta em infertilidade secundária, e ela decidiu que quer começar uma família, então ela experimenta angústia de dois ângulos diferentes”, diz a endocrinologista reprodutiva Judi Chervenak, MD, professora clínica associada de ginecologia e obstetrícia na saúde da mulher no Montefiore Medical Center, em Nova Iorque. “Primeiramente, ela tem uma condição médica que resulta em infertilidade e que também pode estar causando-lhe sofrimento físico. Mas ela também experimenta aflição emocional – quando sua condição física está limitando sua capacidade de realizar um desejo.”

 

O quadro completo da experiência da infertilidade – a partir do desejo de ter um bebê para o diagnóstico de problemas reprodutivos e, às vezes o longo processo de tentar engravidar – pode trazer uma gama de emoções, incluindo uma raiva esmagadora, confusão, depressão, sensação de desamparo e frustração com as limitações do seu corpo.

 

“Você experimenta a perda – a perda da imagem de si mesma como uma pessoa saudável, como uma pessoa fértil”, diz Mary Lou Ballweg, cofundadora e diretora-executiva da Associação de Endometriose, em Milwaukee, e que tem lidado com a endometriose pessoalmente. “É como perder um sonho.”

 

Maneiras que ajudam a lidar com problemas reprodutivos

Enquanto muitas vezes você não pode mudar a maneira como se sente sobre o problema de reprodução, você pode controlar suas emoções com essas estratégias de enfrentamento:

 

Entenda que você não está sozinha. Cerca de 7,3 milhões de mulheres nos Estados Unidos e no Canadá enfrentam problemas reprodutivos. Cerca de 89 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo têm endometriose. Dessas, 30 a 40% enfrentarão problemas de infertilidade.

 

Veja o seu sofrimento emocional como normal e não como um sinal de fraqueza. A dor de problemas reprodutivos é particularmente difícil porque ela não termina com o diagnóstico. Não se considere carente por precisar de ajuda de enfrentamento.

 

Perceba que você pode passar por fases. O processo de lidar com um problema reprodutivo pode ser comparado ao famoso “ciclo de sofrimento”, definido pela médica suíça Elizabeth Kubler Ross. Comumente descrito na literatura sobre a morte e doença terminal, este ciclo da resposta humana à tristeza envolve a travessia por períodos de choque, negação, raiva, barganha, depressão, testes e aceitação. Lidar com um problema reprodutivo, especialmente se você está tentando engravidar, pode significar revisitar as fases de luto repetidamente.

 

Arme-se com informações. “Quanto mais você sabe, mais irá se sentir habilitada”, diz Ballweg. Procure fontes de informação fundamentadas e de apoio e mantenha uma lista atualizada de perguntas para o seu médico.

 

Desenvolva um plano de ação com a sua equipe de apoio. Saber que você está tomando medidas positivas e evolutivas a fará se sentir mais no controle.

 

Encontre maneiras de lidar com suas emoções regularmente. Quer se trate de um diário ou um grupo de apoio, o importante é expressar seus medos e frustrações.

 

“Eu fiquei em êxtase ao encontrar o meu grupo de apoio. Nós trocávamos e-mail regularmente para aconselhamento e atenção”, conta Alvarez, que vem tentando há quase um ano conceber uma criança. “Falar sobre nossos problemas pode ser realmente útil.”

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte:http://www.everydayhealth.com/womens-health/emotional-side-of-infertility.aspx

 

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