A conclusão de um estudo recente sobre os efeitos do magnésio no câncer de mama aponta que a mortalidade associada ao câncer é duas vezes mais provável quando não há a ingestão de magnésio. Um grupo de 1.170 mulheres com câncer da mama foi seguido por mais de 7 anos, quando ao final, analisou-se o consumo alimentar de magnésio, vitamina D e cálcio. Os investigadores verificaram que quanto maior o consumo de magnésio, menor a taxa de mortalidade por todas as causas. Além disso, não houve associação clara de aumento da sobrevida com a ingestão de cálcio. A declaração final dos pesquisadores foi, “Descobrimos que a ingestão de magnésio por si só pode melhorar a sobrevida global seguinte ao câncer de mama”.

 

Estudo: “Associations of intakes of magnesium and calcium and survival among women with breast cancer: results from Western New York Exposures and Breast Cancer (WEB) Study.”

Am J Cancer Res. 2015. Dec 15; 6 (1): 105-13. eCollection 2016.

 

O magnésio (Mg) e o cálcio (Ca) se antagonizam um com o outro na (re)absorção, regulação do ciclo celular, inflamação e muitas outras atividades fisiológicas. No entanto, poucos estudos investigaram a associação entre a ingestão de magnésio e cálcio e a sobrevivência ao câncer de mama, e sobre a interação entre ambos minerais.

 

Em uma coorte de 1.170 mulheres, do estado de Nova Iorque, com câncer de mama primário (confirmado com histologia), foi examinado a relação entre a ingestão desses dois minerais e a sobrevivência das participantes. Modelos de regressão de Cox foram usados para estimar as taxas de risco (HR) e intervalos de confiança de 95% (IC 95%).

 

O tempo médio de acompanhamento foi de 87,4 meses após o diagnóstico do câncer e, durante o período, ocorreram 170 mortes. Após o ajuste para fatores de prognósticos conhecidos e ingestão de energia, vitamina D, cálcio e magnésio, uma maior ingestão de magnésio foi inversamente associada com o risco de mortalidade por qualquer causa (HR = 0,50, IC 95%, 0,28 a 0,90 para mais alto vs. tercil inferior; p tendência = 0,02). Da mesma forma, uma associação marginal foi encontrada para a ingestão total de magnésio através de alimentos e suplementos combinados (HR = 0,58, IC 95%, 0,31 a 1,08; p tendência = 0,09).

 

A associação inversa da ingestão mais alta de magnésio com todas as causas de mortalidade ocorreu principalmente entre as mulheres na pós-menopausa e foi mais forte entre as mulheres que tiveram uma taxa mais alta na relação de consumo entre Ca:Mg (> 2,59). Não houve associações claras para o prognóstico com a ingestão de cálcio. A ingestão de magnésio por si só pode melhorar a sobrevida seguinte ao câncer de mama.

 

Fonte: http://www.nutritionalmagnesium.org/magnesium-and-breast-cancer/

 

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