Normalmente, os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, são mais elevados no período da manhã e mais baixos à noite. Mas, de acordo com um novo estudo, para as pessoas mais velhas, quando existe a desregulação e este padrão é invertido (o que significa que os níveis do cortisol são mais elevados à noite e mais baixos de manhã), o risco de fragilidade fica maior.

 

Os resultados são especialmente importantes dado que a fragilidade é um conhecido fator de risco para as quedas, hospitalização e até mesmo risco de morte.

 

“Nossos resultados sugerem uma ligação entre a interrupção da regulação do cortisol e a perda de massa muscular e força, refletindo a fisiopatologia subjacente da fragilidade”, o pesquisador Hamimatunnisa Johar, um estudante Ph.D. do HelmholtzZentrum München, na Alemanha, afirmou num comunicado. “O estudo em uma avaliação clínica da fragilidade pode ser demorado, e nossos resultados mostram que as medições de cortisol podem oferecer uma alternativa viável.”

 

A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, se baseou em dados de 745 pessoas entre as idades de 65 e 90. Os participantes tiveram seus níveis de cortisol na saliva medidos quando se acordaram de manhã, 30 minutos após, e depois, novamente à noite.

 

A fragilidade foi definida como tendo pelo menos três das seguintes características: A inatividade física, fraqueza (baseada em força de preensão), perda de peso de mais de 5 kg num período de seis meses, e exaustão.

 

Em pesquisas anteriores, a fragilidade também foi associada com o não ter o suficiente para comer. E um estudo recente mostrou que o peso (tanto abaixo do ideal quanto a obesidade), tabagismo e sintomas de depressão parecem estar associados ao aumento do risco da fragilidade.

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte: http://www.huffingtonpost.com/2014/02/26/stress-hormone-frailty-cortisol_n_4833480.html