Um artigo publicado online em 6 de Agosto, 2015, em Cell Reports descreve o papel dos antioxidantes em retardar o envelhecimento do timo, uma glândula responsável pela produção de células imunes conhecidas como linfócitos T. O timo alcança seu tamanho máximo na adolescência e, posteriormente, começa a atrofiar. A diminuição da produção de células T é compensada pela sua existente duplicação, no entanto, esta acaba por resultar em dominantes células T de memória e uma redução na capacidade do sistema imune para responder aos novos agentes patogênicos. “O timo começa a se atrofiar rapidamente no início da idade adulta, perdendo, simultaneamente, a sua função”, explicou o pesquisador Howard T. Petrie, que está atualmente afiliado com a University of Texas Health Science Center, em San Antonio. “Este novo estudo mostra, pela primeira vez, um mecanismo já suspeito anteriormente da conexão entre a função imunológica normal e os antioxidantes.”

A pesquisa, conduzida no campus da Florida, The Scripps Research Institute, examinou a atividade genética de células do estroma tímico (tecido conjuntivo) e células linfoides. A equipe do Dr. Petrie descobriu que células estromais eram deficientes em enzima antioxidante catalase, tornando-as sujeitas ao aumento de danos causados ​​por espécies reativas de oxigênio. “Deste modo, a deficiência de catalase no estroma, no contexto de uma exposição prolongada ao alto nível de espécies reativas de oxigênio, representou um mecanismo potencial para explicar a acelerada atrofia do timo”, os autores escrevem.

 

Para ajudar a confirmar o benefício da proteção antioxidante,  camundongos foram suplementados com água potável reforçada com os nutrientes antioxidantes N-acetilcisteína ou L-ascorbato (vitamina C) a partir do momento do desmame. Em comparação com os camundongos que receberam água pura, as glândulas timo dos animais suplementados através da água se apresentaram maior depois de dez semanas, enquanto outros órgãos não pareceram ser afetados. Numa outra experiência, os camundongos que foram geneticamente modificados para sobre-expressar a catalase mitocondrial apresentaram o timo duas vezes tão grande aos seis meses de idade, tal como aqueles de animais de controle normais.

 

Em sua discussão, os autores observam que estudos envolvendo a restrição calórica também resultaram em reduzida atrofia do timo, fortalecendo ainda mais a associação entre a atrofia do timo e danos metabólicos via radicais livres.

 

“A atrofia resultante de danos acumulados está documentada em vários órgãos e tecidos como parte do processo ‘normal’ do envelhecimento e está intimamente ligada ao metabolismo aeróbico e de radicais de oxigênio”, escrevem os autores. “No entanto, estes são geralmente lentos processos progressistas que não se tornam aparentes até mais tarde na vida e, com a notável exceção do músculo esquelético, muitas vezes passam despercebidos na maior parte.”

 

Os pesquisadores planejam testar os efeitos da suplementação com antioxidantes para o timo e função imunológica em animais em envelhecimento na esperança de desenvolver um tratamento para a atrofia em seres humanos relacionada à idade.

 

Traduzido por Essentia Pharma

Fonte:http://www.lifeextension.com/Newsletter/2015/8/Antioxidants-help-protect-immune-function/Page-01?utm_source=eNewsletter&utm_medium=email&utm_content=Button&utm_campaign=EZX500E

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