Comumente, mulheres e homens mais velhos são recomendados a suplementar com cálcio para a saúde óssea e prevenção de fraturas. Na cultura ocidental, a média ingerida através de dieta é de 700 a 900mg/dia, e em países da África e Ásia esta média se mostra menor, significando que muitos acabam suplementando com cálcio para atingir o nível recomendado de, pelo menos, 1.000 a 1.200mg/dia. Mas existe uma controvérsia sobre esta suplementação desde que estudos clínicos já reportaram efeitos colaterais, como eventos cardiovasculares, pedras nos rins e sintomas gastrointestinais severos.

 

Pesquisadores da Nova Zelândia efetuaram uma revisão sistemática para examinar as evidências que sustentam a recomendação de aumento de ingestão de cálcio através de fontes alimentares ou suplementos para a prevenção de fraturas e a publicaram em British Medical Journal. Todos os estudos pesquisados foram randomizados ou de coorte, em indivíduos com idade acima de 50 anos.

 

O resultado da revisão nas palavras dos pesquisadores: “A ingestão de cálcio dietético não está associada com o risco de fratura, e não há evidências de que o aumento da ingestão de cálcio a partir de fontes dietéticas previna fraturas. A prova de que os suplementos de cálcio na prevenção de fraturas é fraca e inconsistente”.

 

Vale salientar que para a fixação do cálcio nos ossos, o exercício físico é necessário. E aliado a ele, recomenda-se a exposição à luz solar, aumento na suplementação de nutrientes, como a vitamina D, K, C, boro, zinco e estrôncio, reposição hormonal, e um médico estudioso, de confiança, que reflita suas intenções.

 

Fonte:http://www.bmj.com/content/351/bmj.h4580

 

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