Será que antioxidantes podem beneficiar pessoas com diabetes?

Os alimentos que ingerimos contêm nutrientes, incluindo carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Destes nutrientes, as células do corpo utilizam a glicose para a produção de energia. O mecanismo pelo qual as células do nosso corpo transformam glicose em energia é altamente dependente do hormônio insulina, o qual leva a glicose para a célula. Sem insulina, a captação da glicose de entrar nas células fica restrita, impedindo seu uso como fonte de energia e aumentando a quantidade de glicose na corrente sanguínea. O colapso desse mecanismo leva ao diabetes.

Indivíduos podem desenvolver diabetes tipo 2 devido a suas escolhas de estilo de vida. Geralmente a condição se manifesta após os 40 anos de idade. Aqueles com diabetes tipo 2 têm uma resposta reduzida à ação do hormônio insulina, tornando-o ineficaz para a captação de glicose. A quantidade de glicose presente na corrente sanguínea pode ser tão alta que pode resultar em complicações vasculares. Um exame de sangue com hemoglobina glicosilada pode ser feito para identificar se uma pessoa é suscetível a essas complicações. Com tratamento adequado e mudança de estilo de vida ativa, um indivíduo pode reverter alguns dos efeitos nocivos e causas do diabetes tipo 2.

Com este pano de fundo, Maria E. Balbi e colegas procuraram determinar se o uso de antioxidantes a partir de suplementos vitamínicos possui um efeito benéfico sobre o manejo dietético do diabetes tipo 2. Para isto, os pesquisadores fizeram uma revisão sistemática da pesquisa disponível com uma meta-análise dos dados combinados. As fontes de seus dados foram PubMed, Scopus e Web of Science. Trinta ensaios publicados antes de dezembro de 2017 foram levados em consideração para este experimento. Os resultados foram publicados recentemente na revista Diabetology & Metabolic Syndrome.

A meta-análise avaliou os efeitos das vitaminas B, C, D e E. O resultado primário que os pesquisadores procuraram foi a capacidade dos suplementos vitamínicos para reduzir o estresse oxidativo e aumentar os níveis de antioxidantes no organismo. O aumento de antioxidantes foi medido pela observação de reações bioquímicas, como a redução do malondialdeído (MDA) no organismo, bem como o aumento da glutationa peroxidase (GPx). Os pesquisadores também analisaram quaisquer diferenças observadas na capacidade antioxidante total e certificaram-se de detectar qualquer aumento da enzima superóxido dismutase (SOD). Além disso, eles inspecionaram aumentos nas substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). O objetivo que pretendiam alcançar era um nível constante do índice glicêmico dos pacientes.

Os resultados deste experimento revelaram que, entre as vitaminas analisadas, a ingestão de vitamina E mostrou uma redução significativa na glicemia e no controle do índice glicêmico nos indivíduos. Além da vitamina E, a vitamina C também se mostrou promissora na redução de MDA e TBARS, além de aumentar os níveis de GPx, SOD e capacidade antioxidante total.

O estudo concluiu que a vitamina E pode ser uma vitamina benéfica a ser considerada para melhores resultados no diabetes tipo 2, pois pode fornecer uma importante atividade antioxidante e prevenir complicações do diabetes. Mais pesquisas nesta área podem ser benéficas para explorar outras vantagens de maior ingestão de antioxidantes através de suplementos vitamínicos.

Traduzido e adaptado por Essentia: https://www.medicalnewsbulletin.com/antioxidants-vitamin-supplements-help-diabetes/
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Estudo investiga como a canela melhora os níveis de glicose no sangue de pessoas com diabetes

Uma nova pesquisa conduzida pela Ohio Northern University, apresentada na reunião anual da American Society for Biochemistry and Molecular Biology e publicada no The FASEB Journal, explora como a canela diminui os níveis de glicose no sangue em indivíduos com diabetes tipo 2. Os pesquisadores formularam a hipótese de que o efeito antidiabético poderia ser devido aos seus compostos fenólicos e que o alvo proteico dos compostos poderia ser a sirtuina-1, uma desacetilase na via de sinalização da insulina.
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Doença inflamatória das gengivas é um novo indicador precoce do diabetes

O diabetes é uma doença de prevalência cada vez maior e com complicações potencialmente muito prejudiciais. No entanto, devido a uma combinação de ausência de sintomas iniciais e falta de conhecimento público, a condição não é comumente detectada até que em uma fase posterior, onde as chances de complicações aumentam. A melhor opção para a gestão do diabetes mellitus é a detecção e intervenção precoce, e como resultado, os pesquisadores estão procurando por métodos de triagem durante o pré-diabetes.
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Exercício intervalado melhora a função do vaso sanguíneo em adultos mais velhos

De acordo com uma nova pesquisa publicada no American Journal of Physiology – Heart e Circulatory Physiology, o exercício intervalado, baseado em resistência, ajuda a melhorar a função endotelial – incluindo o fluxo sanguíneo e dilatação dos vasos sanguíneos – tanto em adultos mais velhos com diabetes tipo 2 quanto em pessoas de mesma idade que não se exercitam e pessoas que se exercitam regularmente. Os resultados sugerem que os treinos com exercício intervalado – cada vez mais populares – poderiam ser usados para tratar a disfunção endotelial em adultos mais velhos.
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Microbioma e diabetes: doente ou saudável? O metabolismo bacteriano explica

O intestino humano é um ecossistema complexo: incontáveis bactérias que o colonizam nos ajudam a digerir os alimentos. Os cientistas do Centro de Biomedicina de Sistemas de Luxemburgo (LCSB), da Universidade de Luxemburgo em colaboração com o IBBL (Integrated BioBank of Luxembourg), o Centro Hospitalar de Luxemburgo e o Centro Hospitalar Emile Mayrisch desenvolveram uma forma de estudar este ecossistema – o microbioma do intestino – em detalhes sem precedentes: sua nova abordagem permite o exame do potencial genético das bactérias por decodificação de seu DNA, bem como avaliar a sua atividade por sequenciamento de RNA, as moléculas que são formadas pela transcrição do DNA.
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Prevenção e Gestão de Diabetes

A evidência científica sugere fortemente que um nível adequado de magnésio dietético reduz o risco de diabetes tipo 2. Uma meta-análise de 13 estudos prospectivos de coorte examinou essa associação em mais de 500.000 indivíduos de diversas origens. Os resultados demonstraram claramente uma relação inversa significativa entre o magnésio na dieta e o risco de diabetes – um risco inalterado quando fatores como sexo, localização geográfica, ou histórico familiar são adicionados ao modelo.(1) Esta meta-análise confirma pesquisas anteriores que estabeleceram uma associação entre o aumento de magnésio na dieta e um risco reduzido de diabetes.(2)
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