Naturalmente encontrado em muitas plantas, cascas de frutas e ervas de uso diário – como maçãs, manjericão, alecrim, lavanda, orégano, ameixas – o ácido ursólico vem demonstrando importantes funções biológicas com efeitos contra o acúmulo de gordura corporal, resistência à insulina via IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1), atrofia muscular, câncer e apresentando um mecanismo antioxidante e anti-inflamatório. Recentemente, muitos estudos vêm focando o seu benefício na melhora e manutenção da função muscular in vivo e in vitro.

 

Clinicamente, um pequeno ensaio publicado em Korean Journal of Physiology Pharmacology relatou que um treinamento de resistência de 8 semanas em combinação com a suplementação de ácido ursólico reduziu a porcentagem de gordura corporal (p < 0.001), aumentou IGF-1, irisina e força muscular sem afetar a massa muscular em dezesseis homens saudáveis. Adicionalmente, o grupo suplementado com ácido ursólico teve aumento do tecido de gordura marrom (provavelmente pelo aumento da irisina), o que, no conjunto, os dados corroboram com os achados antiobesidade de estudos anteriores.

 

O grupo suplementado recebeu um total de 450mg de ácido ursólico por dia, sendo que cada participante tomou 1 cápsula (150mg) após as três refeições principais do dia. O grupo placebo recebeu o mesmo número de cápsulas contendo goma guar (uma fibra solúvel dietética) de mesmo aspecto. Todos foram monitorados por telefone, e-mail, questionários e visitas ao laboratório durante o curso da pesquisa.

 

Este foi o primeiro estudo a relatar que a suplementação de ácido ursólico leva ao aumento da irisina.

A irisina é um hormônio descoberto em 2012 pela Escola Médica de Havard. Muitos a chamam de ‘hormônio do exercício’, pois seu nível parece ser ativado durante a atividade física e desempenha um papel importante na geração de energia no músculo. Portanto, a irisina é denominada de mioquina – uma proteína secretada pelo músculo em resposta ao movimento físico – e faz parte de uma importante área de pesquisa.

 

Os resultados encontrados pelos pesquisadores da Coreia do Sul fornecem uma potencial indicação de que o ácido ursólico pode desempenhar um papel importante na força muscular (ex.: resistência muscular). Esta possibilidade de suplementação em homens talvez possa ser aplicável em outras populações que praticam treinamento de resistência, como indivíduos com atrofia muscular devido ao envelhecimento e/ou doença.

 

No entanto, estudos futuros com maior número de participantes são ainda devidos para significantes correlações serem melhor detectadas. Como exemplo, é necessário discernir se o aumento da força muscular que ocorreu com a combinação treinamento de resistência + ácido ursólico foi devido ao consequente aumento dos níveis de irisina, irisina em combinação com IGF-1, IGF-1 por si só, ou outro mecanismo subjacente.

 

Referência: Bang HS, et al. Ursolic Acid-Induced Elevation of Serum Irisin Augments Muscle Strength During Resistance Training in Men. Korean J Physiol Pharmacol, 2014. DOI: 10.4196/kjpp.2014.18.5.441

 

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