Os medicamentos injetáveis são uma alternativa às formas tradicionais, como comprimidos e cápsulas, especialmente em alguns casos específicos. Eles fazem parte do dia a dia clínico em diversas áreas da saúde e são fundamentais em determinados contextos, desde deficiências nutricionais até tratamentos hospitalares.
A seguir, você vai entender o que são esses medicamentos, quando são indicados e por que, em alguns casos, eles se tornam uma opção terapêutica mais adequada.
O que são medicamentos injetáveis?
O termo medicamentos injetáveis diz respeito às diferentes formas farmacêuticas administradas diretamente na corrente sanguínea, normalmente por meio de agulhas ou dispositivos específicos, em vias distintas.
Eles são uma alternativa quando a absorção de fármacos por vias tradicionais, como comprimidos, cápsulas ou líquidos, não é eficaz ou não oferece o resultado esperado. Como não passam pelo trato gastrointestinal, os injetáveis apresentam biodisponibilidade elevada e absorção mais rápida e previsível, tornando-se importantes em situações que exigem mais precisão, rapidez ou maior eficácia terapêutica.
Eles abrangem uma ampla variedade de substâncias – antibióticos, anti-inflamatórios, vitaminas, minerais, hormônios, imunobiológicos, entre outros, prescritas por um profissional de saúde capacitado, conforme a necessidade clínica e as características de cada paciente.
As formulações injetáveis devem seguir critérios rigorosos de qualidade, esterilidade e segurança, definidos pela Anvisa. Esse controle garante que o medicamento chegue ao organismo em condições ideais, reduzindo riscos e proporcionando maior segurança.
Medicamentos injetáveis podem ser manipulados?
Sim. Existem farmácias de manipulação autorizadas a produzir medicamentos injetáveis. No entanto, esse é um processo especializado, que exige ambiente estéril, tecnologia adequada e padrões rigorosos de qualidade e segurança – semelhantes aos de toda indústria farmacêutica.
Por isso, apenas poucas farmácias de manipulação no Brasil estão habilitadas a oferecer esse serviço. Trata-se de uma área altamente regulada, que demanda equipes treinadas, controle microbiológico constante e infraestrutura específica para garantir a segurança do paciente.
Este é um diferencial da Essentia Pharma, que há mais de 20 anos atua na área de medicamentos manipulados e atende às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a manipulação de injetáveis.
Por que manipular injetáveis?
A manipulação de medicamentos injetáveis pode ampliar os benefícios já conhecidos da manipulação tradicional. Trata-se de uma opção especialmente valiosa quando o objetivo é um tratamento altamente personalizado, que considera o perfil biológico, as necessidades específicas e a resposta individual de cada paciente.
Ao contrário dos produtos injetáveis industrializados, que seguem padronizações fixas, os injetáveis manipulados permitem:
- Ajuste preciso de doses, ideal para pacientes que precisam de concentrações específicas ou têm sensibilidade a determinadas quantidades;
- Combinação de ativos compatíveis, evitando múltiplas aplicações e tornando o tratamento mais prático;
- Formulações personalizadas, que podem melhorar a biodisponibilidade, a velocidade de ação e a segurança;
- Adequações para intolerâncias ou alergias, como ausência de conservantes ou substituição de excipientes que possam causar reações.
- Melhor adesão ao tratamento, graças a rotinas mais simples e adequadas ao dia a dia do paciente.
Além disso, quando manipulados em ambientes certificados e com controle rígido de qualidade, os injetáveis oferecem alto padrão de segurança, garantindo um produto final confiável e alinhado às necessidades terapêuticas de cada indivíduo.
Quais as vias de administração?
A escolha da via de administração depende do objetivo terapêutico, e influencia diretamente a velocidade de ação e a absorção. As principais vias usadas em medicamentos injetáveis são:
Endovenosa (EV)
Indicada quando se busca efeito imediato. O medicamento é aplicado diretamente na veia, permitindo distribuição rápida pelo organismo. Muito usada em hospitais para soro, antibióticos, analgésicos potentes e outras soluções estéreis.
Intramuscular (IM)
A aplicação é feita no tecido muscular, geralmente no glúteo ou deltoide, formando um depósito que libera o medicamento de forma gradual e contínua, garantindo níveis terapêuticos mais estáveis e uma administração segura. Muito utilizada para vitaminas (como D e B12), hormônios e anti-inflamatórios.
Subcutânea e intradérmica (SC e ID)
Ambas utilizam camadas mais superficiais da pele e permitem absorção lenta e controlada do medicamento, sendo indicadas quando não há necessidade de efeito imediato e quando se busca liberação gradual.
- Subcutânea (SC): aplicada no tecido subcutâneo; promove absorção lenta. Muito usada para insulina e hormônios.
- Intradérmica (ID): aplicada na derme; utilizada principalmente para vacinas e testes diagnósticos.
Quando é recomendado recorrer aos medicamentos injetáveis?
Mesmo que os medicamentos em formatos convencionais como comprimidos, cápsulas ou líquidos possuam eficácia comprovada, há situações em que é necessário pensar em outras vias de administração. Mas então, em quais situações um profissional de saúde pode recomendar o uso de injetáveis?
- Situações em que há necessidade de ação imediata: quando há pouco tempo para aguardar o efeito do tratamento oral;
- Situações em que há necessidade de doses elevadas de uma só vez: em casos de deficiências importantes ou estoques muito baixos, a administração injetável permite atingir rapidamente níveis adequados no organismo, o que seria difícil ou demorado apenas com doses orais fracionadas;
- Dificuldades de absorção intestinal: comum em doenças gastrointestinais, uso de certos medicamentos, pós-bariátrica ou condições metabólicas;
- Intolerância aos comprimidos: náuseas, dor abdominal, constipação ou outros efeitos adversos que impedem o uso contínuo dos suplementos orais;
- Dificuldade para engolir (disfagia): comum em idosos, gestantes com náuseas graves ou pessoas com condições médicas específicas;
- Baixa adesão ao tratamento oral: esquecimento frequente ou dificuldade em manter o uso diário;
- Falha do tratamento oral: quando os níveis sanguíneos não melhoram mesmo seguindo a prescrição corretamente, ou quando há evidências claras de que a via oral não será eficaz.
Com isso, surge a dúvida: medicamentos injetáveis funcionam mais rápido e são mais indicados? A resposta varia conforme cada caso e deve ser definida pelo médico, que avalia o quadro clínico e a necessidade do paciente.
Comprometimento da absorção intestinal
Vitaminas e minerais normalmente são obtidos pela alimentação ou por suplementos orais, mas em alguns casos a absorção pode ser comprometida por problemas gastrointestinais, por interações medicamentosas ou pela má digestão/absorção, fazendo com que cápsulas nem sempre tragam o efeito desejado.
Estudos apontam que, nesses casos, a terapia parenteral pode ser uma alternativa eficaz: ao entregar os nutrientes diretamente no sangue, garante absorção imediata e biodisponibilidade superior.
Ela pode ser especialmente útil em situações como: síndromes de má absorção, deficiências graves de vitaminas, pós-operatório, doenças agudas ou desidratação grave, que exigem reposição rápida.
Quando a suplementação oral não é suficiente
Em algumas situações, como por exemplo na gestação, a suplementação oral de ferro pode não ser eficiente na correção da anemia ferropriva grave – seja por baixa absorção, efeitos colaterais intensos ou pela necessidade de elevar a hemoglobina mais rapidamente.
Nesses casos, a terapia intravenosa pode se tornar necessária. Evidências mostram que o ferro venoso – em especial a carboximaltose férrica – permite repor grandes quantidades de ferro em poucas aplicações, com rápida recuperação dos níveis de hemoglobina e boa tolerabilidade. Esse é um exemplo claro em que o tratamento injetável se torna mais indicado e oferece uma solução eficaz para gestantes no 2º e 3º trimestre que não respondem ao ferro em comprimidos.
Os medicamentos injetáveis podem ser usados por qualquer pessoa?
Não. O uso de medicamentos injetáveis deve sempre ser realizado mediante prescrição de um profissional capacitado, como médico ou outro prescritor habilitado. É esse especialista que, por meio de avaliação clínica, irá analisar necessidades, objetivos, histórico de saúde e as opções terapêuticas disponíveis para determinar se um injetável é realmente a melhor escolha em cada caso.
Medicamentos injetáveis manipulados são seguros?
Sim, quando respeitados alguns aspectos, como serem usados com prescrição médica, manipulados em ambientes adequados e administrados por profissionais habilitados.
A presença de um farmacêutico responsável, somada a boas práticas de produção e à farmacovigilância, reduz riscos e garante maior segurança ao paciente.
Quem pode aplicar uma injeção?
Somente profissionais de saúde treinados, como enfermeiros, médicos e farmacêuticos habilitados podem realizar a aplicação. Isso evita erros de técnica, contaminação e complicações que podem ocorrer quando a administração é feita de forma inadequada.
Quais os riscos de usar injetáveis sem prescrição?
Fazer uso de injetáveis sem prescrição pode gerar eventos adversos, reações imprevisíveis, interações medicamentosas, infecções no local da aplicação e até riscos sistêmicos graves. Além disso, a dose pode não ser adequada, comprometendo a eficácia do tratamento ou aumentando os efeitos colaterais.
Quem pode solicitar medicamentos injetáveis?
Medicamentos injetáveis só podem ser solicitados com prescrição médica, conforme exige a legislação sanitária brasileira. A receita deve especificar a formulação, a dose, a via de administração (como intramuscular, subcutânea ou endovenosa) e, quando necessário, o esquema de uso. Em casos de substâncias sujeitas a controle especial, é necessária prescrição controlada, seguindo as normas da Anvisa.
A manipulação desses produtos só pode ser realizada em ambiente farmacêutico estéril, sob responsabilidade técnica de um farmacêutico, garantindo conformidade com as boas práticas de manipulação e a legislação vigente.
Em resumo, apenas o médico pode indicar o uso de injetáveis, e somente farmácias autorizadas podem produzi-los de maneira segura e regulamentada.
Centro tecnológico de medicamentos injetáveis da Essentia Pharma
O Centro Tecnológico de Medicamentos Injetáveis Essentia Pharma é uma inovação do Essentia Group e foi construído seguindo um padrão de qualidade extremamente rigoroso. O laboratório está equipado com o que há de mais avançado na produção de injetáveis. Conheça os principais diferenciais:
Ar limpo
Toda a manipulação e os principais testes microbiológicos são realizados em salas abastecidas por um ar limpo proveniente de um sistema automatizado, com trocas constantes do ar circulante e utilizando filtros de altíssima retenção (HEPA). Neste ambiente a concentração de partículas em suspensão no ar é controlada, além da temperatura, umidade, pressão e fluxo de ar.
Esse local é planejado para minimizar a introdução, geração e retenção de partículas e microrganismos e possibilidade de contaminação cruzada durante a produção de medicamentos injetáveis.
Equipamentos de ponta
Dentre os diferenciais, estão os equipamentos, como a envasadora automática de ampolas, cabines de fluxo laminar para pesagem, manipulação e envase, autoclave e estufa de despirogenização (eliminação de pirogênios) com portas duplas, conectadas e controladas remotamente por um sistema de rastreabilidade.
Testes em matérias-primas
Todas as matérias-primas passam por uma avaliação rigorosa antes de serem usadas. Além de cumprir a legislação, são realizadas auditorias periódicas nos fornecedores, que precisam atender também aos nossos próprios padrões de qualidade.
Essa checagem inclui desde a documentação, até a análise da estrutura física, tecnologia, boas práticas de produção e a verificação dos certificados de análise de cada lote.
Nosso controle de qualidade — com laboratórios físico-químicos e microbiológicos — realiza testes em todas as matérias-primas e produtos finais para garantir segurança e eficácia. Só depois de aprovadas, as matérias-primas são liberadas para manipulação.
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC)
Entre esses testes está a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), uma tecnologia avançada que separa e analisa compostos químicos com extrema precisão. Ela garante a pureza das matérias-primas, confirma a concentração correta dos produtos e identifica impurezas, contaminantes ou substâncias de degradação.
O uso de HPLC também permite uma seleção mais rigorosa de fornecedores e contribui para o desenvolvimento de novas formulações, estudos de estabilidade e compatibilidade – reforçando a segurança, eficácia e confiabilidade de tudo o que é produzido.
Água
A água é um dos principais insumos na produção de medicamentos injetáveis. A Água para Injeção (Water for Injection – WFI) utilizada no laboratório da Essentia Pharma é obtida através de tecnologias avançadas, a fim de garantir que atenda a todos os parâmetros físico-químicos e de esterilidade, livre de qualquer contaminação por microrganismos.
A água WFI é gerada e coletada diariamente e passa por procedimentos rigorosos de controle de qualidade físico-químicos e microbiológicos. Somente após ser aprovada em todos os procedimentos realizados, seu uso é liberado na manipulação.
Corpo técnico qualificado
Contamos com uma equipe multidisciplinar, formada por farmacêuticos, profissionais com especialização em estética, enfermeiros e demais especialistas essenciais para garantir segurança e excelência em cada etapa do processo.
Nosso time técnico esteve presente desde a estruturação inicial dos laboratórios de injetáveis, atuando diretamente em regulamentação, criação de protocolos, definição de métodos analíticos e implementação de práticas operacionais. Essa vivência profunda, aliada à formação especializada da equipe, assegura rigor técnico, padronização e qualidade em todos os produtos e serviços desenvolvidos.
Saiba mais sobre nossos processos e como garantimos segurança, precisão e personalização em cada formulação. Visite nosso site.






