Na medicina, as meta-análises ‘Cochrane’ são consideradas como o mais alto padrão de prova. Uma delas foi recentemente publicada sobre a vitamina D durante a gravidez e eventos adversos subsequentes ao nascimento.*

 

A maioria das doses diárias utilizadas foram entre 400 a 600UI, ou doses únicas em vez de diariamente. Apesar da pequena dose, a análise encontrou evidência razoável de que a suplementação de vitamina D durante a gravidez parece reduzir a incidência de pré-eclâmpsia, baixo peso ao nascer e parto prematuro. Os autores excluíram os trabalhos de Carole Wagner e Bruce Hollis** por razões pouco claras, mas ainda encontraram benefícios significativos de mulheres que tomam boas doses de vitamina D durante a gravidez.

 

Os autores concluíram:

 

“Nesta atualizada avaliação, novos estudos têm adicionado à base de evidências sobre os efeitos da suplementação de vitamina D ou cálcio em mulheres grávidas. Suplementar as mulheres grávidas com vitamina D em dose única ou continuada aumenta os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D dentro do prazo de gestação, mas os resultados foram altamente variáveis. As suplementações com vitamina D e vitamina D + cálcio parecem reduzir o risco de pré-eclâmpsia. A suplementação de vitamina D parece reduzir o risco de baixo peso ao nascer e parto prematuro. No entanto, parece que quando a vitamina D e o cálcio são combinados, o risco de parto prematuro aumenta.”

 

Mas, em seguida, eles acrescentaram:

 

“A evidência se a suplementação de vitamina D deve ser administrada como parte de cuidados pré-natais para todas as mulheres para melhorar os resultados maternos e infantis, no entanto, ainda não está clara. Embora haja alguma indicação de que a sua suplementação poderia reduzir o risco de pré-eclâmpsia e aumentar o comprimento e perímetro cefálico ao nascimento, ensaios clínicos randomizados ainda mais rigorosos são necessários para confirmar esses efeitos. Atualmente, o número de estudos de alta qualidade, com tamanho grande de amostragem e resultados relatados, incluindo dados sobre os efeitos adversos, é muito limitado para tirar conclusões definitivas sobre a sua utilidade e segurança.”

 

Mais uma vez, é colocada a necessidade de mais investigação. Isto significa que uma escassa quantia de 400 ou 600UI de vitamina D – ou 25(OH)D – continuará constando em vitaminas pré-natais, o que também significa que uma série de complicações no parto poderiam ser evitadas se as mulheres grávidas tomassem de 5.000 a 10.000 UI/dia. Isto pode soar como muito, mas lembre-se que é apenas 125 e 250mcg, respectivamente. Uma dose de 10.000 UI/dia soa como muito, mas 250mcg/dia não. É a mesma dose.

 

Lembre-se que no estudo de lactação de Wagner e Hollis, o comitê de ética fez cessar a ramificação do estudo que fornecia às mães lactantes 2.000 UI/dia, desde que a quantidade é insuficiente para elevar a 25(OH)D dos lactentes acima de 30ng/mL.Recomenda-se mulheres grávidas e lactantes a tomar entre 5.000 a 10.000 UI/dia e certificar-se de que o seu nível de vitamina D esteja acima de 40 ng/ml.

 

*  De-Regil LM; Palacios C, et al. Vitamin D supplementation for women during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2016 Jan 14;1:CD008873. doi:10.1002/14651858.CD008873.pub3. Review. PMID:26765344

** N.da T.: Cientistas que executaram estudos de qualidade sobre a vitamina D durante a gravidez.

 

Fonte:https://www.vitamindcouncil.org/blog/vitamin-d-supplementation-during-pregnancy-decreases-various-obstetrical-complications-according-to-meta-analysis/?mc_cid=981de1a538&mc_eid=36d83b85ad

 

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