A infância é uma fase cheia de descobertas, brincadeiras e desenvolvimento, e a alimentação tem um papel fundamental em cada passo desse processo. Consumir uma boa variedade de nutrientes ajuda a fortalecer o corpo, apoiar o crescimento e dar energia para que as crianças explorem o mundo com saúde.
Neste conteúdo, você vai descobrir por que a nutrição infantil é tão importante, quais nutrientes merecem mais atenção em cada fase e o que revelam as pesquisas sobre eles. Confira!
Qual a importância da alimentação no desenvolvimento das crianças?
O crescimento e o desenvolvimento infantil, tanto físico quanto cognitivo, são processos intensos e contínuos, especialmente nos primeiros anos de vida.
Dessa forma, tanto os macro quanto os micronutrientes exercem um papel fundamental na saúde dos pequenos, fazendo com que cada escolha alimentar tenha importância, desde a alimentação na gravidez, passando pelo aleitamento materno, até a fase em que a criança aprende a comer sozinha e quer fazer suas próprias escolhas.
O consumo adequado de nutrientes nessa fase da vida está associado a diferentes benefícios, como:
- Crescimento físico adequado;
- Desenvolvimento cognitivo e motor;
- Fortalecimento do sistema imunológico;
- Formação de hábitos alimentares saudáveis;
- Prevenção do sobrepeso e da obesidade;
- Equilíbrio da microbiota e saúde intestinal;
- Bem-estar emocional;
- Melhor desempenho escolar.
Qual o papel dos macronutrientes para a nutrição infantil?
Os macronutrientes são os compostos que o corpo humano necessita em maiores quantidades para obter energia, construir tecidos e manter as funções vitais. Eles se dividem em carboidratos, proteínas, gorduras e fibras.
Cada fase da vida das crianças é marcada por transformações e por um crescimento constante, até chegar na fase adulta. Por isso, cada um desses elementos têm um papel essencial. Veja:
- Carboidratos: são a principal fonte de energia para o corpo. Durante a digestão, são transformados em glicose, que abastece as células para que desempenhem suas funções vitais. Fontes de carboidratos saudáveis: pães, arroz e massas integrais, batatas, frutas, cereais (aveia, cevada, trigo e quinoa) e leguminosas (feijões, ervilha, grão-de-bico, lentilha e soja);
- Proteínas: atuam na formação e reparo dos tecidos, na produção de enzimas, hormônios e anticorpos, além de comporem o DNA. Fontes: carnes magras, peixes, ovos, leguminosas (como feijões, ervilha, grão-de-bico, lentilha e soja), leite e derivados;
- Gorduras: importantes para a absorção de vitaminas, proteção dos órgãos, estrutura das células e produção de hormônios, também funcionam como reserva energética. Fontes de boas gorduras: azeite de oliva, gema de ovo, abacate, coco, oleaginosas (castanhas e nozes), sementes (linhaça, girassol e chia) peixes gordos e queijos brancos;
- Fibras: geralmente são carboidratos que o organismo não absorve, mas que são fundamentais para o bom funcionamento intestinal e para o equilíbrio metabólico. Elas auxiliam no controle do colesterol, da glicemia (nível de açúcar do sangue) e da saciedade, e servem como “alimento” para bactérias da microbiota, produzindo substâncias benéficas para a saúde geral. Fontes: frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais (aveia, quinoa e arroz integral) e sementes (como chia e linhaça).
Ômega-3
O ômega-3 é um tipo de gordura poli-insaturada essencial, ou seja, o organismo não consegue produzi-la em quantidade suficiente e precisa obtê-la por meio da alimentação ou da suplementação.
Ele inclui principalmente os ácidos graxos EPA (eicosapentaenoico) e DHA (docosahexaenoico), encontrados em peixes de água fria, e o ALA (ácido alfa-linolênico), presente em fontes vegetais como linhaça e chia. O ômega-3 faz parte da estrutura das membranas das nossas células e, por isso, suas funções no organismo são diversas, desde o equilíbrio dos níveis de gordura no sangue até a saúde cerebral.
Um estudo analisou ensaios clínicos com crianças e adolescentes para entender o impacto do ômega-3 no perfil lipídico. Os resultados mostraram que a suplementação reduziu significativamente os níveis de triglicerídeos, especialmente nos menores de 13 anos e naqueles com valores altos dessa gordura.
Desenvolvimento cognitivo
O consumo de ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa, especialmente o DHA, por gestantes e bebês está associado a benefícios no desenvolvimento cognitivo e visual.
Uma metanálise com estudos envolvendo mães e crianças de até 2 anos mostrou que a suplementação de ômega-3 em bebês esteve relacionada a melhores índices de desenvolvimento mental – especialmente em prematuros – e QI ao longo da infância, enquanto a suplementação durante a gestação ou lactação contribuiu para a melhora das habilidades de linguagem das crianças.
Fontes de ômega-3
- Arenque;
- Salmão;
- Atum;
- Ostra;
- Cavala;
- Linhaça;
- Gergelim;
- Castanha-de-caju.
Qual o papel dos micronutrientes para a nutrição infantil?
Os micronutrientes são substâncias necessárias em pequenas quantidades, mas essenciais para o crescimento, o desenvolvimento e o bom funcionamento do corpo, inclusive na infância. Como o organismo não os produz, ou produz em quantidades insuficientes, eles precisam ser obtidos pela alimentação.
Dividem-se em vitaminas e minerais e estão presentes em diferentes alimentos, variando em tipo, quantidade e absorção.
- Minerais: participam da formação de estruturas corporais e da regulação de funções vitais, como a contração muscular, o equilíbrio hídrico e a coagulação sanguínea;
- Vitaminas: participam de inúmeros processos metabólicos, ajudando na formação de tecidos, no fortalecimento do sistema imunológico e na manutenção da energia.
Uma dieta equilibrada e variada, com todos os grupos alimentares, auxilia na ingestão adequada desses nutrientes para o desenvolvimento saudável da criança. Confira quais micronutrientes podem ser essenciais na infância, de acordo com a ciência:
Ferro
O ferro é um mineral que participa de diferentes funções no organismo, como a formação da hemoglobina (proteína que dá a cor vermelha ao sangue), o transporte de oxigênio pelo corpo, o funcionamento do sistema imunológico e o desenvolvimento neurológico, especialmente nos primeiros anos de vida.
- Guia completo sobre ferro: para que serve, tipos e suplementação.
Estudos reforçam essa importância: uma revisão mostrou que a suplementação oral de ferro em crianças e adolescentes de países de baixa e média renda melhorou significativamente os escores de testes de inteligência.
Suplementação recomendada
A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que a suplementação de ferro comece, em geral, aos 3 meses para bebês prematuros ou com baixo peso ao nascer, podendo ser antecipada para o primeiro mês de vida em situações específicas. Para bebês a termo, a suplementação costuma iniciar aos 6 meses, junto com a introdução alimentar.
O uso deve ser mantido até os 24 meses de idade para prevenir a anemia ferropriva. É essencial o acompanhamento pediátrico para ajustar a dose conforme o peso, a idade e as necessidades individuais da criança.
Fontes de ferro
- Ferro heme (de origem animal): encontrado em carnes vermelhas, especialmente nas vísceras como o fígado, além de aves, peixes, mariscos, ostras e carnes suínas;
- Ferro não-heme (de origem vegetal): presente em hortaliças verde-escuras (como espinafre e couve), feijões, lentilhas, grão-de-bico, soja, tofu e sementes de abóbora e gergelim.
Dica: combinar alimentos ricos em ferro com fontes de vitamina C ajuda a melhorar a absorção do ferro não-heme.
Zinco
O zinco é um mineral essencial e a ciência mostra que ele está envolvido no controle de reações inflamatórias, na proteção das células contra danos e no fortalecimento do sistema imune, favorecendo a maturação das células de defesa e a produção de substâncias anti-inflamatórias. Por isso, o zinco pode contribuir para a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias, renais e gastrointestinais.
Na nutrição infantil, o papel do zinco é amplamente reconhecido. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ele é essencial para o crescimento adequado, o bom funcionamento do sistema imunológico e o desenvolvimento neurológico, participando de processos fundamentais como da síntese de proteínas, da divisão celular e do reparo dos tecidos.
Dados divulgados pela OMS mostram que níveis adequados de zinco estão associados a um melhor crescimento linear, a uma menor incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais e a uma melhor resposta imunológica – benefícios especialmente importantes nos primeiros anos de vida.
Suplementação recomendada
A deficiência de zinco é mais comum em populações com baixa ingestão de alimentos de origem animal e alto consumo de fitatos, substâncias que dificultam sua absorção e que estão presentes em alguns grãos e cereais, comprometendo o crescimento e a imunidade. De acordo com a OMS, nessas situações, a suplementação pode melhorar o crescimento, especialmente em crianças com atraso – estima-se que mais de 25% das crianças menores de 5 anos apresentam baixa estatura, o que aumenta o risco de problemas de saúde ao longo da vida.
Fontes de zinco
- Carnes vermelhas (fígado, carne bovina e cordeiro);
- Frango e outras aves;
- Peixes e frutos do mar (ostras, camarão e mexilhões);
- Ovos;
- Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu);
- Sementes (abóbora, girassol e gergelim);
- Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas);
- Cereais integrais (aveia, trigo e arroz integral);
- Vegetais verde-escuros (espinafre e couve).
Cálcio
De acordo com evidências, o cálcio atua na formação e manutenção dos ossos e dentes, e isso é especialmente relevante durante a infância e a adolescência, fases em que o crescimento é mais acelerado. Nesse período, o corpo aumenta a produção de tecido ósseo, e o cálcio é essencial para garantir que essa estrutura fique mais forte, densa e resistente. Além disso, uma boa ingestão do mineral desde cedo ajuda a alcançar o pico de massa óssea – o “estoque máximo” de ossos saudáveis – reduzindo o risco de fraturas e osteoporose no futuro.
Pesquisas também indicam que crianças que consumiram quantidades suficientes desse mineral entre 4 e 6 anos apresentaram maior densidade mineral óssea nos anos posteriores, principalmente na coluna lombar. Em adolescentes de 12 a 14 anos, a suplementação e o aumento da ingestão de cálcio durante um ano também aumentaram o conteúdo mineral ósseo, especialmente do colo femoral.
Ingestão de cálcio
No entanto, a ingestão desse mineral pode ser insuficiente: estudos mostram que crianças brasileiras, principalmente em idade escolar, frequentemente consomem menos cálcio do que o recomendado. Além disso, o consumo de leite e laticínios, principal fonte de cálcio dietética, tende a diminuir com a idade.
Esses achados destacam a importância de monitorar a ingestão do mineral durante a infância e adotar medidas corretivas, via alimentação ou suplementação, de acordo com a necessidade e indicação de um profissional qualificado.
- Tudo sobre cálcio: funções, indicação e onde encontrar.
Fontes de cálcio
- Leite;
- Iogurte;
- Queijo;
- Sardinha;
- Mexilhão;
- Ostra;
- Amêndoa;
- Semente de linhaça;
- Tofu;
- Couve;
- Espinafre;
- Agrião;
- Rúcula.
Vitamina D
Desde sua descoberta, há cerca de um século, pesquisas têm revelado que a vitamina D atua em diversas funções do organismo, influenciando centenas de genes relacionados ao crescimento, à imunidade e ao desenvolvimento celular desde a gravidez.
- Vitamina D3: conheça suas principais funções.
Ossos mais saudáveis
À época de sua descoberta, a vitamina D mostrou-se importante para prevenir o raquitismo, doença que enfraquece os ossos das crianças, causando deformidades e atraso no crescimento. A introdução de fontes como o óleo de fígado de bacalhau e suplementos contribuiu, e contribui até hoje, para reduzir esse problema em muitos países.
Além disso, sabe-se que ela é indispensável para garantir ossos fortes, bom desenvolvimento muscular e coordenação motora, pois ajuda o corpo a absorver o cálcio dos alimentos e a equilibrar seus níveis.
Influência em infecções respiratórias
Pesquisas também investigam a relação entre os níveis de vitamina D e infecções respiratórias na infância. Uma metanálise identificou que quase 30% das crianças com infecções do trato respiratório inferior (ITRI; bronquite, bronquiolite e pneumonia são exemplos) apresentavam deficiência de vitamina D, e 21% tinham níveis insuficientes (abaixo do desejável, mas ainda não considerado deficiência grave).
Além disso, o risco de deficiência foi mais de três vezes maior entre as crianças com ITRI em comparação às saudáveis.
Melhora da cognição
Uma pesquisa apontou o potencial da vitamina D como adjuvante no manejo dos sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes, especialmente os relacionados à desatenção. Os efeitos positivos foram mais expressivos naqueles com deficiência do nutriente.
Níveis reduzidos de vitamina D são frequentemente observados nesses pacientes. Acredita-se que o nutriente exerça efeito neuroprotetor e modulador da dopamina, neurotransmissor ligado à atenção e ao controle do comportamento. Seu papel na regulação do cálcio, na atividade antioxidante e na expressão gênica também explicaria seus efeitos, favorecendo a ação da glutationa (um poderoso antioxidante) e a liberação de dopamina – mecanismos que auxiliam na concentração, foco e organização do pensamento.
Suplementação recomendada
Em 2024, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou suas orientações e passou a recomendar a suplementação de vitamina D como prevenção de hipovitaminose em crianças e adolescentes de 0 a 18 anos – antes, a indicação se restringia aos bebês de até 1 ano. Essa ampliação se deve à menor exposição solar e ao baixo consumo de alimentos ricos no nutriente. As doses ideais variam conforme idade, dieta e época do ano, devendo sempre ser orientadas por um profissional de saúde.
Fontes de vitamina D
Uma das formas de obter vitamina D naturalmente é por meio da exposição solar moderada, com braços e pernas descobertos por alguns minutos ao dia. Além disso, existem alguns alimentos que podem conter o nutriente:
- Óleo de fígado de bacalhau;
- Atum;
- Salmão.
Vitamina C
Historicamente, a vitamina C é conhecida por sua participação na prevenção e tratamento do escorbuto, uma doença causada pela ingestão insuficiente de frutas e vegetais e que pode ser facilmente prevenida por meio de uma dieta balanceada.
Dentre suas funções, estudos mostram que esse micronutriente ajuda o corpo a produzir colágeno e hormônios, fortalece o sistema imunológico, melhora a absorção de ferro e atua como um antioxidante, protegendo as células contra danos.
Prevenção de infecções respiratórias
As infecções respiratórias podem ser comuns durante a infância, especialmente no convívio escolar. Evidências mostram que crianças e adolescentes com níveis sanguíneos mais elevados desse nutriente apresentam menor risco de infecções respiratórias, sugerindo que ele pode contribuir para a saúde do sistema imunológico e ajudar na prevenção dessas condições.
Fontes de vitamina C
- Goiaba;
- Laranja;
- Acerola;
- Kiwi;
- Morango;
- Goiaba;
- Mamão;
- caju;
- pimentão;
- tomate;
- brócolis;
- repolho.
Dica: por ser sensível ao calor e à luz, consumir alimentos ricos em vitamina C crus ou pouco cozidos é uma estratégia que ajuda a preservar o nutriente.
Vitamina B12
A vitamina B12, ou cobalamina, é uma vitamina do complexo B que participa da formação das células do sangue, do metabolismo energético e do funcionamento do sistema nervoso, garantindo a comunicação entre os neurônios e atuando na cognição, memória e bem-estar. Ela ajuda na produção da mielina – camada que protege os neurônios – e na síntese do DNA.
Um estudo com crianças dinamarquesas bem nutridas mostrou que maiores concentrações de B12 aos 36 meses foram associadas a um melhor desempenho psicomotor aos 3 anos – nessa pesquisa, os laticínios foram a principal fonte de B12 consumida.
Ainda nesse contexto, uma pesquisa realizada no Nepal (onde a deficiência de B12 é comum), que acompanhou 320 crianças, observou-se que bebês com bons níveis desse nutriente nos primeiros meses de vida apresentaram melhor desempenho em linguagem, percepção social e raciocínio espacial aos 5 anos. Aqueles com deficiência, por outro lado, tiveram resultados inferiores.
Fontes de B12
- Peixes;
- Mariscos;
- Produtos lácteos;
- Ovos;
- Carne bovina e suína.
Como incentivar uma alimentação saudável na infância?
Existem diversos nutrientes importantes para a nutrição infantil adequada, e é fundamental incentivar seu consumo pela alimentação, já que estudos comprovam sua relevância para o crescimento e o desenvolvimento.
Embora muitas crianças se alimentem bem, é comum que, em algumas fases, a alimentação se torne mais seletiva ou monótona, o que pode comprometer o consumo adequado de nutrientes. Por isso, é importante estar atento e adotar estratégias que tornem o momento das refeições mais leve, variado e prazeroso. Confira a seguir algumas dicas práticas para manter uma rotina mais saudável:
Dê o exemplo
A infância é o período em que os hábitos alimentares estão se formando e, muitas vezes, o exemplo de familiares e cuidadores pode ser determinante nesse processo. Por isso, é importante que os adultos cultivem uma alimentação equilibrada em casa, com refeições nutritivas, caseiras e momentos à mesa em família.
Priorizar alimentos naturais e variar sabores ajuda a criar referências saudáveis desde cedo. Da mesma forma, um estilo de vida ativo também começa no cotidiano: movimentar o corpo, incentivar brincadeiras ao ar livre e equilibrar o tempo de telas tornam a rotina mais leve e prazerosa para todos. Pequenas escolhas diárias constroem um ambiente que favorece bem-estar e crescimento.
Envolva-os nas escolhas alimentares
Sempre que possível, inclua a criança em todas as etapas da alimentação, desde a compra dos ingredientes em feiras e mercados até a preparação das refeições em casa.
Permitir que ela participe das escolhas e do preparo dos alimentos desperta o interesse por experimentar novos sabores, fortalece o vínculo familiar e ajuda a desenvolver habilidades e hábitos alimentares mais conscientes e equilibrados.
Ofereça novos alimentos frequentemente
Evite substituir os alimentos recusados pela criança por outros que ela já aceita facilmente. É importante que ela tenha contato frequente com diferentes alimentos, mesmo que nem sempre os consuma.
A repetição e a exposição contínua ajudam a ampliar o paladar e a aceitação de novos sabores e texturas ao longo do tempo.
Transforme o momento da refeição em algo agradável
As refeições devem ser momentos de convívio e prazer, e não de pressa ou tensão. Crie um ambiente calmo e agradável, especialmente evitando o uso de telas, para que a criança possa se concentrar nos alimentos e reconhecer seus sinais de fome e saciedade.
Ainda, é importante lembrar que é natural que as crianças pequenas se levantem, se distraiam ou se movimentem durante a refeição. Tudo bem se isso acontecer, mas evite levar o prato até ela.
O ideal é que a criança retorne à mesa por vontade própria, mantendo o momento da refeição como uma experiência prazerosa e de autonomia.
Brinque com as cores e os formatos
Transforme as refeições em momentos divertidos usando a variedade de cores, formas e texturas dos alimentos. Frutas, legumes e verduras podem ser cortados em formas diferentes (corações e estrelinhas), montados como desenhos ou combinações coloridas no prato.
Essa criatividade desperta o interesse da criança, tornando mais fácil experimentar novos alimentos e desenvolver hábitos alimentares saudáveis desde cedo.
Tenha sempre opções de lanches saudáveis
Organize opções nutritivas para ter sempre à mão. Dê preferência a lanches caseiros, como sanduíches naturais, salada de frutas, panquecas integrais, entre outros, feitos com ingredientes naturais.
E para reduzir o consumo de ultraprocessados, como refrigerantes, bolachas recheadas e salgadinhos, por exemplo, evite comprá-los e mantê-los à disposição da criança.
Ensine a fazer boas escolhas
Aprender a se alimentar bem também faz parte da educação. Com uma linguagem adequada à idade da criança, explique para ela a diferença entre alimentos in natura, orgânicos, processados e ultraprocessados, sem classificá-los como “bom ou ruim”, mas sim ensinando quais podem ser mais nutritivos e quais são mais interessantes consumir apenas em momentos esporádicos.
Fale sobre os nutrientes que estão contidos em cada alimento e o que esses nutrientes podem fazer no corpinho dos pequenos, como dar energia, ajudar a crescer mais forte e contribuir para a concentração nas aulas, por exemplo.
Além disso, mostre como os alimentos saudáveis podem ser igualmente saborosos por meio de diferentes preparos e combinações.
Os desafios da nutrição infantil
Garantir uma nutrição infantil adequada é um desafio que vai além da alimentação equilibrada. Em algumas fases, pode ser necessário recorrer à suplementação específica, recomendada por pediatras ou nutricionistas, para suprir carências nutricionais e apoiar o crescimento saudável.
No entanto, a adesão das crianças a essas suplementações nem sempre é simples, especialmente quando o sabor ou a forma de consumo não são agradáveis.
Para driblar essas dificuldades, surgem as formas farmacêuticas adaptadas ao público infantil, tornando o momento da suplementação mais leve e até divertido, contribuindo para o consumo regular. Para saber mais, siga no blog e conheça opções de formas farmacêuticas para crianças.





